O mercado financeiro teve um dia agitado nesta segunda-feira, 13 de março, com o dólar apresentando leve queda de 0,08%, fechando a R$ 6,097. A sessão foi marcada por volatilidade, refletindo dados econômicos da China e expectativas inflacionárias no Brasil.
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A moeda norte-americana iniciou a semana em alta, mas logo começou a oscilar, rondando a estabilidade. A divulgação de dados sobre a inflação no Brasil influenciou o mercado, que viu o dólar reverter ganhos ao final do dia.
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O Boletim Focus do Banco Central revelou uma alta na mediana das expectativas para o IPCA em 2025, agora em 5%, ante 4,99% na semana anterior. Para 2026, a projeção é de 4,05%. Além disso, uma nova edição da pesquisa Firmus indicou uma visão mais pessimista para a inflação, com empresas prevendo 4,20% para 2025.
De acordo com a pesquisa Firmus, a mediana das estimativas aponta um crescimento do PIB de 2% para 2025, ligeiramente abaixo dos 2,02% indicados pelo Focus.
Investidores reagiram positivamente às promessas do Ministério da Fazenda de apresentar novas medidas fiscais para 2025, visando a sustentabilidade do arcabouço fiscal. A confiança do mercado, entretanto, foi abalada pela percepção de que o pacote de ajuste fiscal recente foi insuficiente.
Fernando Haddad, Ministro da Fazenda, afirmou que novas iniciativas estão sendo estudadas para equilibrar as contas públicas. O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que novas medidas fiscais devem ser debatidas após a aprovação do Orçamento de 2025.
Diogo Guillen, diretor de Política Econômica do Banco Central, destacou que a percepção do mercado sobre o cenário fiscal piorou. Ele apontou incertezas sobre o cumprimento das metas fiscais e afirmou que a política de juros está em um patamar contracionista.
O Copom elevou a Selic em 1 ponto percentual, com mais ajustes previstos para janeiro e março, o que pode levar a taxa a 14,25% ao ano.
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No cenário externo, os investidores reagiram ao recorde de exportações da China em 2024, que atingiram 25 trilhões de yuans. As importações também cresceram, resultando no maior superávit comercial da história do país.
Apesar dos resultados positivos nas exportações, a China enfrenta uma crise imobiliária prolongada e a confiança do consumidor permanece instável. Além disso, há preocupações com possíveis tensões comerciais sob a presidência de Donald Trump nos EUA.
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O dólar oscilou devido a influências de dados econômicos da China e expectativas inflacionárias no Brasil, que impactaram o mercado financeiro.
O mercado reagiu positivamente às promessas de novas medidas fiscais, mas a confiança foi abalada pela percepção de insuficiência no pacote recente.
O Boletim Focus revelou altas nas expectativas de inflação para 2025 e 2026, o que influenciou a percepção do mercado e a oscilação do dólar.
As expectativas para o PIB de 2025 são de um crescimento de 2%, ligeiramente abaixo dos 2,02% indicados pelo Boletim Focus.
Os dados de exportações recordes da China em 2024 e o maior superávit comercial da história do país influenciaram as movimentações no mercado financeiro.