A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) criticou o novo teto de 1,8% para os juros do crédito consignado do INSS, afirmando que ele é insuficiente para cobrir os custos operacionais dessa linha de crédito. Destinada a aposentados e pensionistas, essa modalidade de empréstimo enfrenta desafios com a alta dos juros.
Em nota à CNN, a Febraban declarou: “Um teto de juros que não suporta a estrutura de custos da linha de consignado do INSS não permitirá que as instituições financeiras consigam atender a toda a demanda de crédito”.
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O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) decidiu elevar o teto de 1,66% para 1,8%, atendendo a uma proposta do governo. No entanto, a Febraban destacou que, mesmo com esse aumento, o teto permanece inviável diante do cenário de juros elevados.
A Febraban argumenta que o novo teto não cobre as despesas relacionadas à concessão dessa linha de crédito, especialmente os custos de captação, que aumentaram significativamente com a alta da Selic e a abertura da curva futura de juros. Segundo a entidade, a rentabilidade para as instituições financeiras continua negativa.
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O crédito consignado é uma ferramenta importante para aposentados e pensionistas, utilizado para quitar dívidas em atraso, despesas médicas, contas e compras de alimentos. Contudo, a Febraban alerta que a fixação de um teto considerado artificial prejudica o atendimento aos beneficiários de maior risco, como idosos e aqueles que recebem benefícios menores.
A entidade também destacou que há uma redução nas concessões dessa modalidade de empréstimo. Em dezembro de 2024, por exemplo, houve uma queda de 27% em relação à média mensal de janeiro a novembro do mesmo ano.
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Diante do cenário atual, cada instituição financeira deverá avaliar a conveniência de oferecer o consignado sob o novo teto de juros. A decisão do CNPS desafia as estratégias de negócio dos bancos, que precisam equilibrar a rentabilidade com a oferta de crédito aos beneficiários do INSS.
Em suma, a Febraban expressa preocupações sobre a viabilidade do crédito consignado no atual contexto econômico, enfatizando a necessidade de uma revisão do teto para garantir o atendimento adequado aos aposentados e pensionistas.
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A Febraban representa os interesses dos bancos e tem criticado o teto de juros imposto ao crédito consignado do INSS, afirmando que ele é inviável para cobrir custos operacionais.
O aumento da Selic eleva os custos de captação para os bancos, tornando o teto de juros de 1,8% no consignado do INSS insuficiente para cobrir essas despesas.
O teto de juros reduzido pode limitar a oferta de crédito consignado para aposentados e pensionistas, especialmente aqueles considerados de maior risco, como os que recebem benefícios menores.
Se o teto de juros não for revisado, pode haver uma redução nas concessões de empréstimos consignados, prejudicando o acesso ao crédito por aposentados e pensionistas.
Os bancos estão reavaliando a conveniência de oferecer crédito consignado sob o novo teto de juros, equilibrando a rentabilidade com a oferta de crédito aos beneficiários do INSS.