A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) manifestou, nesta quinta-feira (9), sua insatisfação com o novo teto de 1,8% para os juros do crédito consignado do INSS. Segundo a entidade, essa taxa é insuficiente para cobrir os custos associados a essa linha de crédito, que atende aposentados e pensionistas.
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De acordo com a Febraban, o teto de juros estabelecido não cobre a estrutura de custos do consignado do INSS. Isso pode impedir que as instituições financeiras consigam atender à demanda de crédito.
O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) decidiu elevar o teto de juros de 1,66% para 1,8%, seguindo a proposta do governo. No entanto, a Febraban destaca que, mesmo com esse aumento, a taxa ainda é inviável, principalmente devido ao cenário de alta de juros.
O aumento expressivo do custo de captação, em decorrência da alta da Selic e da abertura da curva futura de juros, é um dos principais fatores que tornam o novo teto insuficiente, segundo a Febraban.
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A entidade alerta que o novo teto manterá a rentabilidade dessa linha de crédito no campo negativo para a maioria dos beneficiários. O crédito consignado é crucial para muitos aposentados e pensionistas, que o utilizam para quitar dívidas, despesas médicas e comprar alimentos.
Os dados da Febraban mostram uma redução mensal nas concessões dessa modalidade de empréstimo. Em dezembro de 2024, por exemplo, houve uma queda de 27% em relação à média mensal de janeiro a novembro do mesmo ano.
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Cada instituição financeira deverá avaliar a conveniência de conceder crédito consignado para os beneficiários do INSS, considerando o novo teto de juros. A estratégia de negócios de cada banco será determinante nessa decisão.
A Febraban enfatiza que a fixação de um teto sem racionalidade econômica prejudica especialmente aqueles com maior risco, como idosos e aposentados que recebem benefícios menores.
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O crédito consignado é um tipo de empréstimo onde as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento ou benefício do contratante, geralmente oferecendo taxas de juros mais baixas.
A Febraban critica o teto de 1,8% porque acredita que ele não cobre os custos operacionais, especialmente em um cenário de alta de juros.
A Febraban alerta que o teto pode tornar o crédito consignado inviável, prejudicando aposentados e pensionistas que dependem dele para despesas essenciais.
A Febraban é a Federação Brasileira de Bancos, uma entidade que representa os interesses dos bancos no Brasil.
A alta da Selic aumenta o custo de captação para os bancos, o que pode tornar o crédito consignado menos rentável com um teto de juros baixo.