As perdas seguradas globais ultrapassaram US$ 100 bilhões pelo quinto ano consecutivo, segundo o relatório mais recente da Swiss Re. Este documento destaca o impacto crescente das catástrofes naturais e das mudanças climáticas em 2024.
Desastres naturais e eventos causados pela ação humana geraram perdas econômicas globais de 303 bilhões de euros em 2024, um aumento de 6% em relação a 2023. Desse montante, 136,3 bilhões de euros estavam cobertos por seguros, representando um crescimento significativo de 15,2% em comparação ao ano anterior e de 33,3% em relação à média da última década.
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O relatório da Swiss Re revelou que 293,5 bilhões de euros das perdas econômicas foram causadas por catástrofes naturais, enquanto 10,4 bilhões de euros se referem a eventos provocados pelo homem. As perdas econômicas totais superaram em 26% a média da última década, destacando a urgência de ações mitigadoras.
Balz Grollimund, diretor de Catástrofes da Swiss Re, apontou que as perdas seguradas por desastres naturais têm sido impulsionadas pela concentração de bens segurados em áreas urbanas, crescimento econômico e aumento dos custos de reconstrução. As mudanças climáticas, com eventos climáticos extremos mais frequentes e severos, também desempenham um papel central no agravamento dos riscos.
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Na Europa, as “inundações intensas” em 2024 representaram a segunda maior perda segurada por enchentes na história da região. Eventos como a tempestade “Boris” e o DANA de Valência tiveram impactos significativos no centro do continente.
Nos Estados Unidos, dois grandes furacões, “Milton” e “Helene”, juntamente com uma elevada frequência de tempestades destrutivas, foram responsáveis por dois terços das perdas seguradas no país. Estes números crescentes destacam a importância de estratégias globais para mitigar os impactos de desastres naturais e eventos climáticos extremos.
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O mercado segurador desempenha um papel crucial ao oferecer proteção e resiliência frente a essas adversidades. Ao mesmo tempo, governos e setores privados devem priorizar investimentos em medidas preventivas. Isso inclui não apenas a adaptação às mudanças climáticas, mas também a implementação de infraestruturas mais resilientes.
É fundamental que se adotem políticas eficazes de mitigação e adaptação para minimizar os impactos materiais e humanos desses eventos. Somente com esforços conjuntos será possível enfrentar os desafios impostos pelas catástrofes naturais e mudanças climáticas.
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Os principais fatores incluem a concentração de bens segurados em áreas urbanas, crescimento econômico, aumento dos custos de reconstrução e mudanças climáticas que resultam em eventos climáticos extremos mais frequentes e severos.
As mudanças climáticas aumentam a frequência e a severidade de eventos climáticos extremos, como tempestades e inundações, elevando assim as perdas econômicas e seguradas globais.
Na Europa, as inundações intensas representaram a segunda maior perda segurada por enchentes na história da região, com eventos significativos como a tempestade ‘Boris’ e o DANA de Valência.
Investimentos em medidas preventivas, adaptação às mudanças climáticas e implementação de infraestruturas resilientes são estratégias essenciais para mitigar os impactos de desastres naturais.
O mercado segurador oferece proteção e resiliência, ajudando a mitigar os danos financeiros causados por desastres naturais e eventos climáticos extremos.