A situação dos gestores de fundos de ações ativos está complicada globalmente em 2023. Não se trata apenas de um fenômeno brasileiro; a dificuldade em superar a concorrência de produtos de renda fixa e fundos passivos é uma realidade em todo o mundo.
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Nos Estados Unidos e na Europa, os fundos passivos, também conhecidos como fundos de índice, têm conquistado uma fatia cada vez maior do mercado. Em 2023, investidores retiraram um recorde de US$ 450 bilhões de fundos de ações geridos ativamente, segundo dados do EPFR. Esse movimento superou as saídas históricas do ano anterior, que somaram US$ 413 bilhões.
A base de investidores de fundos de ações ativos é, em geral, mais velha, e muitos precisam sacar seus investimentos para aposentadoria. Além disso, novos investidores tendem a preferir ETFs de índice, que geralmente têm taxas mais baixas e um desempenho mais previsível. Como explicou Adam Sabban, analista sênior de pesquisa da Morningstar, ao Financial Times, os ETFs são vistos como opções mais seguras e acessíveis.
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Grandes gestoras de ativos, como Franklin Resources, T Rowe Price, Schroders e Abrdn, estão redirecionando seus recursos para empresas como BlackRock, que possuem um forte negócio de ETFs e fundos de índice. Gestoras de fundos alternativos não listados, como KKR e Apollo, também estão se beneficiando, apesar de cobrarem taxas mais altas.
Nos EUA, o domínio das grandes ações de tecnologia tornou o cenário ainda mais desafiador para os gestores ativos. Empresas como Nvidia, Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla, conhecidas como as ‘Sete Magníficas’ de Wall Street, foram responsáveis por grande parte dos ganhos do mercado em 2023. Isso cria um ambiente difícil para gestores que investem menos em ações dessas gigantes em comparação aos índices de referência.
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Os fundos ativos de ações tiveram um retorno médio de 20% em 12 meses, ou 13% ao ano nos últimos cinco anos, após deduzidas as taxas, de acordo com a Morningstar. Em contrapartida, fundos passivos semelhantes alcançaram retornos de 23% em um ano e 14% anuais em cinco anos. As taxas de despesas nos fundos ativos podem ser até nove vezes maiores do que nos fundos passivos.
O cenário atual impõe desafios significativos aos gestores de fundos ativos, que precisam se adaptar rapidamente às mudanças no mercado e às preferências dos investidores. Para mais notícias sobre o mundo dos investimentos, inscreva-se em nossa newsletter e fique por dentro das últimas tendências.
Fundos passivos estão ganhando popularidade devido às suas taxas mais baixas e desempenho mais previsível, tornando-se uma escolha atraente para novos investidores.
As ‘Sete Magníficas’ referem-se a empresas como Nvidia, Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla, que dominaram o mercado em 2023.
Grandes gestoras estão redirecionando recursos para fundos de índice e ETFs, além de investir em empresas de fundos alternativos.
Nos últimos cinco anos, fundos passivos tiveram um retorno médio anual de 14%, enquanto fundos ativos retornaram 13%, após deduzidas as taxas.
Gestores de fundos ativos enfrentam desafios como a competição com fundos passivos, mudanças no perfil dos investidores e a dominância de grandes ações de tecnologia.