O Bolsa Família pode ganhar um benefício extra para cidades que promovem ações ambientais. A proposta, apresentada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), visa incentivar a sustentabilidade e combater os efeitos das mudanças climáticas. Com o Benefício de Incentivo Ambiental, os beneficiários do programa que residem em municípios com metas ambientais cumpridas poderão receber um auxílio financeiro adicional.
O projeto de lei (PL 4.160/2024) modifica a legislação atual do Bolsa Família (Lei 14.601, de 2023) e divide o benefício em duas partes: o Componente de Planejamento e o Componente de Implementação.
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Este componente prevê o pagamento de R$ 50 aos beneficiários que vivem em cidades com planos aprovados para adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Esses planos devem seguir as diretrizes do Plano Nacional e da Política Nacional sobre Mudança do Clima.
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Outro pagamento de R$ 50 será feito para quem mora em cidades que, além de planejarem, executam as ações previstas em seus planos climáticos. Para receber este benefício, um órgão federal deverá avaliar e confirmar se a cidade realmente cumpriu as condições exigidas.
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O senador Alessandro Vieira destaca que a medida é uma resposta aos impactos das mudanças climáticas, que já afetam a população com eventos extremos como enchentes, secas e queimadas. Atualmente, poucos municípios brasileiros possuem planos de adaptação e mitigação, conforme dados da Conferência Brasileira de Mudança do Clima, que indicam que apenas 12% das cidades têm ações para enfrentar as mudanças climáticas, e menos de 2% monitoram suas metas.
De acordo com Alessandro, a legislação vigente não obriga os municípios a elaborarem seus planos de adaptação, e a realidade de gestão municipal na maioria das cidades brasileiras é desafiadora. Por isso, muitos gestores priorizam problemas mais imediatos, mesmo com os efeitos adversos das mudanças climáticas cada vez mais evidentes. O senador argumenta que incentivos são necessários para que as administrações municipais abordem esse problema com mais atenção.
Mesmo que todos os municípios brasileiros cumprissem os requisitos para o auxílio, o impacto financeiro no Bolsa Família seria de cerca de R$ 2 bilhões, segundo o sistema VIS Data, do governo federal. Este valor representa um aumento de menos de 15% no orçamento atual do programa e pode ser absorvido gradualmente pelo orçamento federal.
‘O custo da perda de vidas e da reconstrução após desastres é muito maior quando não há planejamento e preparo’, afirma o senador. O projeto agora tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), aguardando recebimento de emendas.
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O objetivo é incentivar a sustentabilidade e combater os efeitos das mudanças climáticas em cidades que promovem ações ambientais.
O Componente de Planejamento prevê o pagamento de R$ 50 para beneficiários que vivem em cidades com planos aprovados para adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
É necessário que a cidade execute as ações previstas em seus planos climáticos e que um órgão federal avalie e confirme o cumprimento das condições exigidas.
O impacto financeiro seria de cerca de R$ 2 bilhões, representando um aumento de menos de 15% no orçamento atual do programa.
Apenas 12% dos municípios brasileiros possuem ações para enfrentar as mudanças climáticas, e menos de 2% monitoram suas metas.