O dólar comercial está em alta frente ao real nesta segunda-feira (23), refletindo o movimento de valorização da moeda americana no cenário internacional. A semana começa com uma agenda econômica relativamente vazia, mas com a expectativa de menor liquidez à medida que o Natal se aproxima.
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Às 9h57, o dólar à vista registrava uma alta de 1,31%, sendo cotado a R$ 6,151 para compra e R$ 6,152 para venda. Na B3, o contrato futuro do dólar com vencimento mais próximo subia 0,41%, alcançando 6.125 pontos. Na última sexta-feira, a moeda fechou em baixa de 0,87%, cotada a 6,0710 reais, mas acumulou uma alta de 0,69% na semana anterior, em meio a um cenário de forte volatilidade nos mercados.
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O Banco Central anunciou que realizará nesta segunda-feira um leilão de até 15.000 contratos de swap cambial tradicional, visando a rolagem de vencimentos previstos para 3 de fevereiro de 2025. Diferente de sessões passadas, nenhuma operação extra foi divulgada pela instituição.
Os investidores globais ainda estão assimilando as decisões recentes dos bancos centrais. Na semana passada, o Federal Reserve surpreendeu ao projetar um ritmo mais moderado de cortes na taxa de juros, impulsionando os rendimentos dos Treasuries e o dólar. Essa perspectiva continua a influenciar as negociações nesta segunda-feira, resultando em alta tanto da moeda quanto dos rendimentos.
No cenário doméstico, as preocupações dos investidores estão centradas na política fiscal do governo. Apesar de o Senado ter concluído a votação de um pacote de medidas para conter os gastos públicos na última sexta-feira, as incertezas permanecem. Com o recesso do Congresso até fevereiro, o ritmo em Brasília também começa a desacelerar neste final de ano.
Na agenda econômica, a pesquisa Focus revelou que as expectativas de inflação estão cada vez mais desancoradas. As projeções para a alta do IPCA em 2024 subiram de 4,89% para 4,91%, e para 2025, de 4,60% para 4,84%, ambos bem acima da meta contínua de 3% perseguida pelo Banco Central.
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As previsões para o câmbio também indicam pressão, com a expectativa de que o dólar feche o ano em R$ 6,00 e em R$ 5,90 ao final de 2025. Na manhã de hoje, o Banco Central divulgou, através das Estatísticas do Setor Externo, que o Brasil registrou um déficit de 3,060 bilhões de dólares na conta corrente em novembro, um resultado ligeiramente melhor do que o esperado pelos especialistas consultados pela Reuters, que previam um saldo negativo de 3,344 bilhões de dólares.
O déficit foi mais do que compensado pelo saldo positivo de investimento direto no país (IDP), que atingiu 6,956 bilhões de dólares.
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A valorização do dólar pode aumentar o custo de importações, influenciar a inflação e afetar a balança comercial do Brasil.
O Federal Reserve influencia o dólar através de suas decisões de política monetária, como ajustes na taxa de juros, que impactam os rendimentos dos Treasuries e a atratividade do dólar.
Swap cambial tradicional é uma operação financeira utilizada pelo Banco Central para conter a volatilidade do câmbio, trocando moedas estrangeiras por reais temporariamente.
Expectativas de inflação elevadas podem desvalorizar a moeda local, como o real, pois reduzem o poder de compra e a confiança dos investidores.
As projeções indicam que o dólar poderá fechar 2025 em R$ 5,90, com a inflação acima da meta de 3% do Banco Central, segundo a pesquisa Focus.