Em um ano, o Brasil conseguiu tirar 8,7 milhões de pessoas da pobreza, conforme aponta um estudo recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa conquista significativa foi divulgada nesta quarta-feira, dia 4 de outubro, marcando o menor nível de pobreza desde 2012.
A população considerada pobre caiu de 67,7 milhões para 59 milhões entre 2022 e 2023, o que representa uma redução do percentual de 31,6% para 27,4% da população total. Esses números são baseados na linha de pobreza estabelecida pelo Banco Mundial, que classifica como pobres aqueles que recebem menos de R$ 665 por mês.
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O levantamento do IBGE também revelou que 3,1 milhões de brasileiros deixaram a condição de extrema pobreza no mesmo período. O número de pessoas vivendo em extrema pobreza diminuiu de 12,6 milhões para 9,5 milhões, o menor desde 2012. Considera-se extrema pobreza quem vive com até R$ 209 mensais.
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A redução da pobreza no Brasil é atribuída principalmente a programas sociais e ao crescimento no mercado de trabalho. André Simões, analista do IBGE, destacou que a renda do trabalho aumentou 7,1% entre 2022 e 2023. Além disso, o Bolsa Família expandiu o número de famílias beneficiadas e os valores transferidos, contribuindo significativamente para a redução da extrema pobreza.
Embora a pobreza tenha diminuído, a desigualdade de renda permaneceu estável de 2022 para 2023. O índice de Gini, que mede a desigualdade, manteve-se em 0,518. Os benefícios sociais foram cruciais para impedir que esse índice subisse, pois, sem eles, o Gini poderia ter aumentado de 0,548 para 0,555, segundo o IBGE.
Mesmo com os avanços, muitos desafios ainda persistem. Por exemplo, 67,9% dos brasileiros têm acesso a esgotamento sanitário adequado, mas entre os extremamente pobres, essa taxa é de apenas 48,4%. Além disso, a desigualdade de renda entre diferentes raças e gêneros continua a ser um problema estrutural.
A diferença salarial entre brancos e negros, bem como entre homens e mulheres, permanece significativa. Em média, pessoas brancas ganham 69,9% mais que pessoas negras ou pardas, e homens recebem 26,4% mais que mulheres. Essas disparidades são evidentes em todos os níveis de escolaridade e setores de trabalho.
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O acesso à educação e tecnologia também mostra avanços e desafios. O número de jovens entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham é o menor desde 2012. No entanto, a taxa de abandono escolar ainda é preocupante, especialmente entre jovens de baixa renda.
O acesso à internet melhorou significativamente, passando de 68,9% em 2016 para 92,9% em 2023. Entre os extremamente pobres, o acesso subiu de 34,7% para 81,8% no mesmo período.
Apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta desafios em termos de escolaridade. Cerca de 40,1% das pessoas entre 25 e 64 anos não completaram o ensino médio, o dobro da média dos países da OCDE, que é de 19,8%.
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Os programas sociais, como o Bolsa Família, tiveram um papel crucial na redução da pobreza ao expandir o número de famílias beneficiadas e os valores transferidos.
Embora a pobreza tenha diminuído, a desigualdade de renda permaneceu estável, com o índice de Gini se mantendo em 0,518.
Apesar dos avanços, desafios como acesso inadequado a esgotamento sanitário e desigualdade de renda entre raças e gêneros persistem.
Houve melhorias no acesso à internet e uma redução no número de jovens que não estudam nem trabalham, mas a taxa de abandono escolar ainda preocupa.
A renda do trabalho aumentou 7,1% entre 2022 e 2023, contribuindo significativamente para a redução da pobreza no Brasil.