O saque-aniversário do FGTS tem sido um tema de preocupação para Rubens Menin, fundador da MRV, que alerta sobre seu impacto no orçamento futuro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Durante o Summit Imobiliário 2024, Menin destacou a necessidade de revisar políticas públicas para garantir o crescimento sustentável do setor imobiliário brasileiro.
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Rubens Menin expressou otimismo em relação ao futuro do mercado imobiliário no Brasil, destacando a expectativa de demanda nos próximos 20 anos. Ele acredita que o setor é bem regulamentado e possui um potencial significativo para crescimento. No entanto, Menin enfatiza a importância de políticas públicas eficientes para maximizar esse potencial.
O saque-aniversário, introduzido em 2019, permite que trabalhadores retirem anualmente uma parte do saldo do FGTS no mês de seu aniversário. Menin alerta que essa prática pode comprometer o financiamento do setor imobiliário, desviando recursos que poderiam ser investidos em habitação, impulsionando o desenvolvimento econômico e social.
Menin ressalta a urgência de discutir a modalidade do saque-aniversário. Ele, que também atua no Banco Inter, observa que os bancos estão se beneficiando dessa prática, mas alerta que as implicações de longo prazo não estão sendo devidamente compreendidas.
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O setor enfrenta dificuldades na concessão de crédito devido à retirada de recursos da poupança e às restrições nas Letras de Crédito Imobiliário (LCI). Menin destaca a necessidade urgente de soluções para garantir recursos suficientes para o financiamento imobiliário em 2025.
Rodrigo Luna, presidente do Secovi-SP, também presente no evento, compartilhou preocupações semelhantes. Ele destacou os desafios macroeconômicos, como altas taxas de juros e a necessidade de equilíbrio fiscal, que afetam a sustentabilidade do setor imobiliário.
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Menin e Luna apontaram a crescente escassez de mão de obra na construção civil como um desafio significativo. Menin sugere a capacitação como uma solução para enfrentar essa dificuldade, que é agravada pela concorrência com programas sociais como o Bolsa Família.
Menin observa que programas sociais, embora necessários, competem com o setor da construção civil na atração de trabalhadores. Luna acrescenta que a falta de perspectiva de saída para muitos beneficiários do Bolsa Família é preocupante e destaca a necessidade de políticas que promovam a autossuficiência.
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O saque-aniversário pode comprometer o financiamento do setor imobiliário, desviando recursos que poderiam ser investidos em habitação.
Menin alerta que a prática pode impactar negativamente o orçamento futuro do FGTS e, consequentemente, o financiamento do setor imobiliário.
O setor enfrenta dificuldades na concessão de crédito devido à retirada de recursos da poupança e restrições nas Letras de Crédito Imobiliário (LCI).
A escassez de mão de obra é um desafio significativo, agravado pela concorrência com programas sociais como o Bolsa Família.
Menin sugere a capacitação como uma solução para enfrentar a escassez de mão de obra no setor da construção civil.