O 13º salário promete injetar cerca de R$ 321,4 bilhões na economia brasileira até dezembro, de acordo com estimativas do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Este valor significativo pode movimentar aproximadamente 3% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, gerando um impacto econômico expressivo.
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Segundo as previsões do Dieese, cerca de 92,2 milhões de brasileiros receberão, em média, um adicional de R$ 3.096,78. O cálculo leva em consideração os trabalhadores do mercado formal. Dentre os beneficiados, 56,9 milhões, ou 61,7%, são empregados com carteira assinada, enquanto 1,4 milhão são empregados domésticos. Além disso, aposentados e pensionistas do INSS somam 34,2 milhões de beneficiários, representando 37,1% do total.
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O Sudeste do Brasil receberá metade do montante destinado ao 13º salário, devido à concentração de empregos formais, aposentados e pensionistas. A região Sul ficará com 16,7% do total, enquanto o Nordeste receberá 15,9%. Já as regiões Centro-Oeste e Norte serão responsáveis por 9% e 5% dos pagamentos, respectivamente.
No Distrito Federal, o valor médio do 13º salário deve ser o maior, chegando a R$ 5.665. Em contrapartida, Maranhão e Piauí terão os menores montantes, em torno de R$ 2.000. É importante destacar que essas médias não incluem aposentados pelo regime próprio dos estados e municípios. No setor formal, a média é de R$ 3.820.
Os trabalhadores do setor de serviços receberão o maior valor médio, equivalente a R$ 4.382. A indústria ocupa o segundo lugar, com um valor médio de R$ 3.896, enquanto o setor primário da economia oferece o menor valor médio, de R$ 2.380.
Os aposentados e pensionistas já receberam parte do 13º salário antecipadamente. O Dieese considera o valor total, independentemente do montante já pago, para projetar o impacto total do 13º salário ao longo do ano, e não apenas nos últimos dois meses de 2024.
Para realizar a análise, o Dieese utilizou dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho. Informações da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), da Previdência Social e da Secretaria do Tesouro Nacional também foram consideradas.
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A primeira parcela do 13º salário deve ser paga até 30 de novembro, correspondendo a 50% do salário bruto, sem descontos. A segunda parcela precisa ser depositada até 20 de dezembro, com os descontos referentes ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e Imposto de Renda.
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Os principais beneficiados são trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos, aposentados e pensionistas do INSS.
O Sudeste recebe metade do montante, seguido pelo Sul com 16,7%, Nordeste com 15,9%, Centro-Oeste com 9%, e Norte com 5%.
O setor de serviços recebe o maior valor médio, seguido pela indústria e, por último, o setor primário da economia.
O impacto é calculado com base em dados da Rais, Caged, Pnad, IBGE, Previdência Social e Secretaria do Tesouro Nacional.
A primeira parcela é paga até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro.