O pagamento de uma 13ª parcela do Bolsa Família não ocorrerá em 2024. Em outubro, o senador Jader Barbalho (MDB-PA) retirou o projeto de lei que propunha a continuidade do abono natalino. O projeto, apresentado em 2020, visava dar continuidade a uma medida temporária de 2019, sob o governo do então presidente Jair Bolsonaro.
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A proposta encontrou resistência desde o início. Segundo o senador, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, alertou que o governo não teria orçamento para tal despesa. Além disso, Guedes chegou a afirmar que a inclusão do 13º no orçamento poderia caracterizar crime de responsabilidade fiscal, levando ao impeachment de Bolsonaro.
Em 2020, a medida provisória sobre o 13º do Bolsa Família gerou tensões entre o Executivo e o Congresso. Bolsonaro culpou Rodrigo Maia, então presidente da Câmara, por não conceder o benefício, o que Maia rebateu afirmando que o presidente estava mentindo.
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O projeto incluía um estudo da Consultoria de Orçamento do Senado, indicando alternativas para financiar o 13º. O estudo previa mais de R$ 38 bilhões em recursos, o que seria suficiente para viabilizar a parcela extra sem prejudicar as classes mais pobres.
Apesar do parecer favorável da relatora, senadora Damares Alves, o governo federal manifestou preocupações com o impacto fiscal. O orçamento do Bolsa Família já soma R$ 170 bilhões, e a 13ª parcela adicionaria R$ 14 bilhões anuais, um valor considerado insustentável sem compensações.
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Após a retirada do projeto da pauta, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), destacou que o 13º do Bolsa Família é inviável. Ele afirmou que o projeto vai contra os esforços de equilíbrio fiscal do governo, que busca zerar o déficit público.
Em resumo, a retirada do projeto de lei reflete uma preocupação maior com a responsabilidade fiscal e a sustentabilidade financeira do país. Caso o assunto volte a ser discutido, será necessário encontrar formas de compensar o impacto financeiro.
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O projeto foi retirado devido a preocupações com o impacto fiscal e a falta de orçamento disponível para viabilizar o pagamento adicional.
O projeto foi inicialmente apresentado pelo senador Jader Barbalho em 2020.
A inclusão do 13º no orçamento do Bolsa Família adicionaria R$ 14 bilhões anuais, considerado insustentável sem compensações.
O governo justificou a retirada como uma medida para manter o equilíbrio fiscal e evitar aumentar o déficit público.
Houve tensões em 2020, com acusações entre o presidente Bolsonaro e Rodrigo Maia sobre a responsabilidade pela não concessão do benefício.