A WeWork enfrenta uma crise financeira no Brasil, deixando de pagar aluguéis a fundos imobiliários. Isso coloca inquilinos como QuintoAndar, Rappi e Wise em risco de despejo, mesmo com contas em dia. A empresa, em comunicado, afirmou que busca soluções para a situação.
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A pandemia de covid-19 e o aumento das taxas de juros nos Estados Unidos agravaram o endividamento da WeWork. A empresa, financiada por grandes fundos como SoftBank, BlackRock e Goldman Sachs, não conseguiu se adaptar às mudanças no mercado de escritórios.
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Desde junho, a WeWork recebeu intimações e processos judiciais por inadimplência no Brasil. As dívidas judicializadas somam R$ 66 milhões, com credores como HBR Realty e Stan Empreendimentos. A inadimplência segue um padrão de contratos de longo prazo e dificuldades financeiras.
Diversos fundos imobiliários foram afetados, como Torre Almirante (ALMI11) e Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11). A inadimplência pode reduzir temporariamente os dividendos dos cotistas até que os pagamentos sejam regularizados.
A crise levou à autorização judicial de despejo de inquilinos do escritório Girassol 555, afetando empresas como QuintoAndar e Rappi. Mesmo com aluguéis em dia, podem perder acesso aos escritórios devido à inadimplência da WeWork.
Apesar da crise da WeWork, o mercado de escritórios compartilhados segue em ascensão no Brasil. Marco Crespo, da Woba, afirma que a penetração de coworking ainda é pequena, mas tende a crescer significativamente.
Os contratos de aluguel da WeWork, fechados em valores altos antes da pandemia, agora são reajustados pelo IPCA ou IGP-M, aumentando significativamente os custos. A empresa enfrenta dificuldades para pagar essas despesas mensais.
Especialistas avaliam que a recuperação judicial da WeWork no Brasil é uma possibilidade, seguindo o exemplo dos Estados Unidos, onde a empresa já está em recuperação judicial desde novembro do ano passado.
No Brasil, a WeWork opera mais de 30 unidades em oito municípios e conta com uma rede de 500 parceiros na plataforma Station by WeWork. A empresa busca acordos com locadores para manter o serviço aos clientes.
O QuintoAndar acompanha o desenvolvimento do processo de despejo, enquanto a Rappi decidiu sair do edifício Girassol 555. A Wise não se manifestou sobre a ação de despejo.
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A crise atual não é a primeira enfrentada pela WeWork. No auge, a empresa foi avaliada em US$ 47 bilhões, mas problemas com a abertura de capital e governança resultaram na saída do fundador Adam Neumann e na queda do valor da empresa.
A WeWork busca acordos com credores e autorização judicial para sair da recuperação judicial nos Estados Unidos. No Brasil, continua comprometida em prestar o melhor serviço aos clientes, enquanto negocia com locadores.
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Os principais credores da WeWork no Brasil incluem HBR Realty e Stan Empreendimentos, com dívidas judicializadas somando R$ 66 milhões.
A pandemia de covid-19 reduziu a demanda por espaços de coworking, aumentando o endividamento da WeWork e dificultando a adaptação às mudanças no mercado de escritórios.
Fundos imobiliários como Torre Almirante (ALMI11) e Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) foram afetados pela inadimplência da WeWork, o que pode reduzir temporariamente os dividendos dos cotistas.
Recuperação judicial é um processo legal que permite a uma empresa endividada reorganizar suas finanças e negociar com credores para evitar a falência. A WeWork pode seguir esse caminho no Brasil, como já fez nos Estados Unidos.
Inquilinos como QuintoAndar e Rappi, mesmo com aluguéis em dia, correm o risco de despejo devido à inadimplência da WeWork, afetando suas operações e acesso aos escritórios.