Pela terceira vez, a aposentada Nilcea Maria dos Santos, de 69 anos, descobriu um desconto indevido em sua aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nos últimos dois anos, ela vem processando na Justiça paulista duas entidades que apareceram cobrando mensalidade diretamente da folha de pagamento de seu benefício, sem autorização. Cada vez que conseguiu interromper um desconto, apareceu um novo. Nilcea é uma das dezenas de milhares de vítimas da farra do INSS, revelada por uma série de reportagens do Metrópoles. Trata-se de um esquema envolvendo associações que firmam acordos de cooperação técnica com o órgão federal para aplicar descontos mensais que vão de R$ 45 a quase R$ 100 sobre aposentadorias, em troca de supostas vantagens em serviços como seguros e planos de saúde. O problema é que milhares de aposentados que sofrem esses descontos nunca ouviram falar na entidade até perceberem o desfalque no contracheque de suas aposentadorias. Pela regra do INSS, as mensalidades associativas só podem ser cobradas mediante autorização feita por escrito pelo segurado.
O que você vai ler neste artigo:
A Farra do INSS refere-se a um esquema fraudulento onde associações fazem descontos indevidos na folha de pagamento dos aposentados. Isso ocorre por meio de acordos de cooperação técnica entre essas entidades e o INSS, permitindo que as mensalidades sejam descontadas automaticamente.
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Nilcea Maria dos Santos, de 69 anos, notou pela terceira vez um desconto não autorizado em sua aposentadoria. Ela vem processando judicialmente duas entidades que apareceram cobrando mensalidades diretamente de seu benefício. Sempre que conseguiu interromper um desconto, outro apareceu.
Os descontos indevidos variam de R$ 45 a quase R$ 100. Para muitos aposentados, isso representa uma significativa perda financeira, especialmente considerando que muitos vivem com renda fixa e limitada.
Segundo as regras do INSS, qualquer desconto associativo só pode ser feito com a autorização escrita do segurado. A falta dessa autorização caracteriza a cobrança como indevida e passível de contestação judicial.
Se você notar descontos indevidos em sua aposentadoria, o primeiro passo é entrar em contato com o INSS para verificar a origem do desconto. Caso não tenha autorizado, é recomendável procurar um advogado especializado em direito previdenciário para tomar as medidas legais cabíveis.
A Justiça tem sido acionada por muitos aposentados que, como Nilcea, são vítimas desses descontos indevidos. Em muitos casos, as decisões judiciais têm sido favoráveis aos segurados, interrompendo os descontos e, em alguns casos, determinando a devolução dos valores descontados.
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A Farra do INSS é um problema grave que afeta milhares de aposentados em todo o país. Se você é um dos afetados, não hesite em buscar seus direitos. Se gostou deste conteúdo, inscreva-se em nossa newsletter para receber mais informações e atualizações sobre este e outros assuntos.
Você pode verificar seu contracheque de aposentadoria regularmente para identificar qualquer desconto não autorizado. Caso note algo suspeito, entre em contato com o INSS imediatamente.
Se você identificar descontos indevidos, é recomendável procurar um advogado especializado em direito previdenciário para tomar as medidas legais cabíveis, incluindo a contestação judicial e a solicitação de reembolso dos valores descontados.
Os descontos são realizados por associações que firmam acordos de cooperação técnica com o INSS. No entanto, qualquer desconto deve ser autorizado por escrito pelo segurado. Sem essa autorização, o desconto é considerado indevido.
Os descontos indevidos variam de R$ 45 a quase R$ 100, o que pode representar uma perda significativa para aposentados que vivem com renda fixa e limitada.
A Justiça tem frequentemente decidido a favor dos aposentados, interrompendo os descontos indevidos e, em alguns casos, determinando a devolução dos valores descontados.