A recente análise do JPMorgan destaca a Itaúsa (ITSA4) como a preferida em relação ao Itaú (ITUB4), sua controlada. O banco acredita que a ineficiência tributária está no centro dessa preferência, especialmente com a reforma do ICMS no Brasil em vista. Essa mudança pode reduzir o desconto histórico sobre o valor patrimonial líquido (NAV) da Itaúsa, que atualmente é de cerca de 22%, para algo em torno de 15%.
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A iminente implementação da reforma tributária levou o JPMorgan a ajustar suas projeções para a Itaúsa, reduzindo o desconto justo de 15% para 10%. Isso resultou em um novo preço-alvo para dezembro de 2026, de R$ 13,50 para R$ 17,50, implicando um potencial de retorno total de cerca de 26%, incluindo valorização de preço e dividend yield.
Nos últimos meses, o desconto de NAV da Itaúsa já diminuiu, passando de aproximadamente 25% no terceiro trimestre de 2025 para 22,3% atualmente. No acumulado do ano, a companhia superou o desempenho do Itaú em 3%.
O JPMorgan estima que cerca de 5% do desconto do NAV da Itaúsa é atribuído à sua ineficiência tributária, que deve ser eliminada com as novas regras do ICMS no Brasil. Atualmente, a empresa enfrenta uma ineficiência fiscal anual de R$ 700 milhões, que desaparecerá com a nova legislação.
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A partir de janeiro de 2027, o PIS/COFINS passará a integrar o novo regime de VAT no Brasil, eliminando a tributação sobre a receita financeira. O JPMorgan espera que isso leve a uma redução significativa na linha “imposto sobre a receita” da Itaúsa.
No entanto, os principais riscos para a Itaúsa estão relacionados aos investimentos em suas subsidiárias, como o Itaú Unibanco. Resultados abaixo do esperado, crescimento de crédito mais lento e impactos de políticas governamentais podem afetar negativamente a empresa.
Um potencial IPO da Aegea pode trazer benefícios adicionais, aumentando a liquidez dos investimentos da Itaúsa e reavaliando ativos atualmente registrados pelo valor contábil.
A diversificação dos investimentos da Itaúsa também pode apresentar riscos, especialmente se a companhia decidir expandir suas participações fora do Itaú. Além disso, os interesses dos acionistas controladores podem divergir dos minoritários.
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A reforma tributária deve reduzir a ineficiência fiscal da Itaúsa, diminuindo o desconto sobre seu valor patrimonial líquido e aumentando o potencial de retorno.
O JPMorgan ajustou suas projeções reduzindo o desconto justo de 15% para 10%, elevando o preço-alvo para dezembro de 2026 de R$ 13,50 para R$ 17,50.
A Itaúsa enfrenta uma ineficiência fiscal anual de R$ 700 milhões, que deve ser eliminada com as novas regras do ICMS.
Os riscos incluem resultados abaixo do esperado das subsidiárias, crescimento de crédito mais lento e impactos de políticas governamentais.
Um IPO da Aegea poderia aumentar a liquidez dos investimentos da Itaúsa e reavaliar ativos registrados pelo valor contábil.