A Votorantim anunciou a venda da sua participação na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para as gigantes Chinalco e Rio Tinto, por um valor estimado em R$ 4,7 bilhões. O acordo, firmado nesta quinta-feira (29), marca um movimento significativo no setor de alumínio, com a transferência de 446,6 milhões de ações, correspondentes a 68,596% do capital total e votante da CBA.
O preço base por ação foi definido em R$ 10,50, a ser ajustado conforme a correção pelo CDI entre a assinatura do contrato e o fechamento da operação. Além disso, o valor poderá sofrer reduções devido a dividendos, juros sobre capital próprio ou outras distribuições feitas pela CBA em benefício da Votorantim antes do fechamento.
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O negócio está sujeito à aprovação de diversas entidades reguladoras, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no Brasil e autoridades antitruste na China, Alemanha, Coreia do Sul e Uruguai. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) também devem aprovar a transação.
A venda da CBA para a Chinalco e Rio Tinto é um marco importante no mercado global de alumínio. A Chinalco, uma das maiores produtoras de alumínio do mundo, e a Rio Tinto, uma gigante do setor de mineração, fortalecerão sua presença no Brasil através dessa aquisição estratégica.
Os compradores, Chinalco e Rio Tinto, estão obrigados a realizar uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) para adquirir as ações dos demais acionistas da CBA, garantindo tratamento justo aos acionistas minoritários. Embora exista a intenção de cancelar o registro de companhia aberta da CBA, os compradores poderão reconsiderar essa decisão após a conclusão do negócio.
Segundo comunicado da CBA, essa oferta pública visa assegurar que todos os acionistas sejam tratados de maneira equitativa, independentemente do tamanho de suas participações.
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Com a venda, a Votorantim concentra-se em outras áreas estratégicas de atuação, enquanto a CBA se prepara para um novo capítulo sob a liderança de dois gigantes globais. O futuro da CBA, agora sob nova direção, promete mudanças significativas e potencial expansão em mercados internacionais.
Esse movimento pode trazer novas oportunidades de investimento e parcerias, além de contribuir para a inovação e sustentabilidade na produção de alumínio.
Em resumo, a transação entre Votorantim, Chinalco e Rio Tinto representa uma transformação no setor de alumínio, com potencial impacto em diversas áreas, desde a produção até a regulação e mercado de ações.
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A Votorantim vendeu sua participação na CBA para Chinalco e Rio Tinto por R$ 4,7 bilhões.
Os compradores da CBA são as empresas Chinalco e Rio Tinto.
A venda da CBA para Chinalco e Rio Tinto é um marco importante no mercado global de alumínio, fortalecendo a presença dessas empresas no Brasil.
Uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) é um processo em que os compradores oferecem adquirir ações dos demais acionistas, garantindo tratamento justo aos acionistas minoritários.
A venda da CBA precisa ser aprovada por diversas entidades reguladoras, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no Brasil e autoridades antitruste em outros países.