A entrada da bandeira tarifária amarela na conta de luz em 2025 promete aliviar parte dos custos para milhões de brasileiros. Apesar do valor extra reduzido, a expectativa de economia pode não ser confirmada devido ao calor intenso e ao uso mais frequente de aparelhos como ar-condicionado. Entenda por que, mesmo com a bandeira mais barata, a fatura de eletricidade pode aumentar neste verão e o que fazer para evitar surpresas desagradáveis.
Veja, a seguir, o que muda na tarifa, como funciona o sistema de bandeiras e o que especialistas alertam sobre o cenário energético atual. Fique bem informado e saiba como agir para driblar o impacto no orçamento doméstico.
O que você vai ler neste artigo:
A partir de janeiro de 2025, o valor do adicional nas faturas de energia elétrica passou para R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos, com a adoção da bandeira amarela. Antes disso, sob a bandeira vermelha, o consumidor desembolsava R$ 4,46 por 100 kWh. O objetivo dessa redução é refletir melhores condições nos reservatórios das hidrelétricas, que voltaram a ficar em patamar mais confortável após meses de estiagem.
Apesar do alívio imediato no encargo, essa diminuição representa apenas um dos componentes da tarifa. A bandeira incide sobre o custo de geração mais caro quando necessário, mas não altera a tarifa base definida pela concessionária nem o volume total consumido.
Se por um lado o adicional da bandeira ficou menor, por outro lado a chegada do verão traz desafios ao consumidor. O aumento de temperaturas faz com que aparelhos elétricos trabalhem mais e permaneçam ligados por mais tempo, anulando a economia do valor extra reduzido. Segundo especialistas, a média de desconto por residência não chega a R$ 5 mensais, mas o aumento de consumo pode superar com folga esse valor.
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Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo de geração de energia mês a mês:
Essas variações refletem fatores como nível dos reservatórios e uso de usinas termelétricas (mais caras). Porém, a cor da bandeira não altera a tarifa base, que pode continuar subindo por outros motivos, como encargos federais e atualização de contratos das distribuidoras.
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O maior desafio para o consumidor em 2025 é equilibrar fim do acréscimo extra com o aumento esperado no consumo típico do verão. O uso frequente de ar-condicionado, ventiladores, chuveiros elétricos e geladeiras resulta em uma quantidade muito maior de kWh registrados no relógio de luz. Mesmo que cada kWh custe um pouco menos no encargo, o valor total consumido cresce.
Adicionalmente, previsões do setor elétrico apontam para um possível aumento na tarifa base nos próximos meses devido à pressão de encargos do sistema, como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), repasses e contratos de fornecimento. Ou seja, a conta pode aumentar mesmo que o consumo se mantenha estável.
Com pequenas mudanças na rotina, é possível suavizar o impacto das altas temperaturas no bolso. Veja algumas recomendações dos especialistas:
Adotar hábitos conscientes não só reduz gastos, mas contribui para um uso mais responsável da energia elétrica, auxiliando também no equilíbrio do sistema energético nacional.
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Mesmo com a redução do adicional tarifário graças à bandeira amarela em 2025, o consumidor precisa ficar atento ao aumento do consumo no verão, que pode anular o alívio na conta de luz. Praticar a economia de energia e observar atentamente os próximos reajustes é fundamental para garantir um orçamento equilibrado neste início de ano.
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A bandeira amarela representa um adicional de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos, um valor menor que a bandeira vermelha, refletindo condições melhoras nos reservatórios e redução nos custos extras de geração.
Mesmo com a redução do adicional, o uso maior de aparelhos elétricos no verão, como ar-condicionado e chuveiro elétrico, eleva o consumo total de energia, podendo aumentar a fatura final.
É um mecanismo que sinaliza o custo extra da geração de energia mensalmente, com cores que indicam se há cobrança adicional e qual o valor, conforme as condições dos reservatórios e uso de termelétricas.
Praticando hábitos como regular o ar-condicionado a 23°C, usar ventiladores, evitar abrir a geladeira desnecessariamente, trocar lâmpadas por LED e programar eletrodomésticos fora do horário de pico.
Encargos federais, repasses da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e reajustes nos contratos das distribuidoras podem elevar a tarifa base, independentemente da cor da bandeira.