O valor médio perdido em golpes virtuais no Brasil atingiu R$ 2.540 em 2025, conforme mostra a mais recente pesquisa da Silverguard, especializada em inteligência antifraude. O levantamento evidencia um salto de 21% no prejuízo médio por vítima em comparação com 2024, apontando para uma sofisticação crescente das fraudes digitais — e deixando idosos ainda mais vulneráveis, com perdas quase cinco vezes maiores que as enfrentadas por jovens.
Ao longo deste artigo, você confere dados atualizados sobre os tipos de golpe que mais afetam os brasileiros, a mudança nos métodos utilizados pelos criminosos e o impacto demográfico que revela o maior risco para a terceira idade. Veja também quais regiões e classes sociais mais perdem dinheiro e descubra como as empresas vêm sendo cada vez mais utilizadas para mascarar a destinação do dinheiro fraudado.
O que você vai ler neste artigo:
A população com 60 anos ou mais tornou-se o grupo mais atingido por golpes digitais, representando 30,8% das ocorrências investigadas em 2025. O prejuízo médio nessa faixa etária subiu para impressionantes R$ 4.820, valor que supera em cinco vezes o registrado entre jovens de 18 a 24 anos (R$ 964).
Entre as pessoas idosas, o golpe mais comum segue sendo o do falso pedido de ajuda, em que criminosos se passam por familiares — como filhos ou netos — em aplicativos de mensagens, utilizando números ou fotos clonadas. Esse tipo de fraude responde por 21% dos casos relatados por idosos. Pedidos simulando falsas necessidades de empréstimo ou promessas de benefícios também se destacam, envolvendo até 16,5% das vítimas na terceira idade.
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De acordo com a Silverguard, os criminosos estão aprimorando métodos para dificultar a identificação e bloqueio dos valores roubados. Em 2025, 65% das transferências decorrentes de golpes digitais desembocaram em contas de empresas (PJ), principalmente sociedades limitadas (Ltda). No ano anterior, essa proporção era de 42%.
Segundo relatos de especialistas em segurança digital, a utilização de contas empresariais e intermediários de pagamento permite ao criminoso camuflar operações fraudulentas sob o disfarce de atividades comerciais legítimas. Isso dificulta o rastreamento e a recuperação dos valores pelo sistema bancário, mesmo contando com mecanismos como o MED (Mecanismo Especial de Devolução) do Banco Central.
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O estudo analisou 12.197 denúncias e compilou as fraudes mais recorrentes em 2025:
Para os adolescentes, os golpes de compra respondem por 59% dos casos. Entre idosos, pedidos simulados por familiares ou falsas ofertas de benefícios lideram.
| Estado | Prejuízo Médio (R$) |
|---|---|
| Alagoas | 3.370 |
| Espírito Santo | 2.890 |
| Roraima | 1.880 |
| São Paulo | 1.600 |
Além do fator regional, o levantamento revela: nas classes A/B, o prejuízo médio salta para R$ 10.500, enquanto nas classes D/E fica em R$ 1.500. Empresas vítimas de golpe registraram perdas de R$ 5.200 — o dobro do valor entre pessoas físicas.
Ainda que somem apenas 1,8% dos casos, golpes realizados por telefone carregam as maiores perdas individuais, chegando a R$ 6.200 por ocorrência. Entre essas ligações, o chamado spoofing — onde o criminoso utiliza um número conhecido da vítima — é responsável por um terço dos casos, segundo o estudo.
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O aumento dos golpes virtuais, principalmente entre idosos, expõe a necessidade urgente de educação digital e ações de prevenção. Com a migração para contas empresariais e o alto nível de especialização dos golpistas, o cenário exige atenção redobrada tanto das vítimas em potencial quanto das instituições financeiras.
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Os golpes mais comuns contra idosos incluem falsos pedidos de ajuda simulando familiares, falsas ofertas de empréstimos e promessas de benefícios, que juntos representam a maior parte dos casos nessa faixa etária.
Contas empresariais permitem camuflar operações fraudulentas sob atividades comerciais legítimas, dificultando o rastreamento e a recuperação dos valores roubados.
No spoofing, o golpista utiliza um número conhecido da vítima para fazer ligações falsas, aumentando a credibilidade e o sucesso do golpe por telefone.
Estados como Alagoas e Espírito Santo apresentam os maiores prejuízos médios, chegando a R$ 3.370 e R$ 2.890 respectivamente, enquanto São Paulo tem um prejuízo médio de R$ 1.600.
Pessoas nas classes A/B sofrem prejuízo médio muito maior, de R$ 10.500, enquanto nas classes D/E o valor cai para R$ 1.500, evidenciando diferenças no perfil e impacto dos golpes.