O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que os descontos de mensalidades associativas em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não serão mais autorizados. Durante uma entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Queiroz foi categórico: “Esta é uma modalidade que não voltará a existir”.
O ministro expressou apoio ao Projeto de Lei nº 1.546/24, em tramitação no Congresso Nacional, que proíbe a prática de dedução automática de mensalidades de associações, sindicatos e entidades de classe dos benefícios previdenciários.
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O PL 1.546/24, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e agora está no Senado, busca desobrigar o INSS de fiscalizar e administrar os descontos associados. Queiroz destacou que a prática atual, prevista na Lei dos Benefícios da Previdência Social desde 1991, não é saudável.
Com o apoio do ministro, espera-se que o projeto de lei passe pelo Senado sem maiores obstáculos. Isso significará uma mudança significativa na forma como as associações cobram suas mensalidades dos aposentados e pensionistas.
“Vamos ter mais facilidades para nos concentrarmos no que é a tarefa principal do INSS, que é conceder benefícios e cuidar dos beneficiários”, afirmou Queiroz. Ele sugeriu que as entidades busquem alternativas como boletos ou PIX para receber os pagamentos.
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Desde abril deste ano, os descontos das mensalidades associativas foram suspensos. A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) descobriram um “esquema nacional” que lesava milhões de aposentados e pensionistas no Brasil.
Como resultado, o governo federal já devolveu mais de R$ 1,29 bilhão a cerca de 2,3 milhões de pessoas. Além disso, 52 Processos Administrativos de Responsabilização (PAR) foram abertos contra 50 associações e três empresas.
Com o fim dos descontos automáticos, o INSS poderá focar melhor em sua missão principal. Isso também protege os beneficiários de fraudes e cobranças indevidas, reforçando a confiança no sistema previdenciário.
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“É importante defender esse grande patrimônio do Brasil, que é a Previdência Social, o maior programa de proteção social do mundo”, defendeu Queiroz.
Conclusão
O anúncio do ministro Wolney Queiroz marca um passo importante na proteção dos direitos dos aposentados e pensionistas no Brasil. Com o fim dos descontos automáticos, o INSS poderá se concentrar em sua missão principal, enquanto as entidades precisarão encontrar novas formas de cobrança. Se você achou este conteúdo útil, inscreva-se em nossa newsletter para mais atualizações!
Os principais motivos incluem a proteção dos beneficiários contra fraudes e cobranças indevidas, além de permitir que o INSS foque em sua missão principal de conceder benefícios.
Os beneficiários serão protegidos de cobranças indevidas e fraudes, e precisarão buscar alternativas como boletos ou PIX para pagar mensalidades associativas.
O Projeto de Lei 1.546/24 proíbe a dedução automática de mensalidades de associações nos benefícios do INSS, o que reforça a proteção dos beneficiários.
52 Processos Administrativos de Responsabilização foram abertos contra 50 associações e três empresas, e o governo devolveu mais de R$ 1,29 bilhão aos prejudicados.
O INSS poderá focar melhor em sua missão principal de conceder benefícios e cuidar dos beneficiários, reforçando a confiança no sistema previdenciário.