O Brasil ultrapassou mais uma vez a marca histórica e, em 2024, registrou 12% mais bovinos do que habitantes, de acordo com a última Pesquisa da Pecuária Municipal divulgada pelo IBGE. Esse levantamento, realizado anualmente, destaca não apenas o tamanho dos rebanhos, mas também o recorde absoluto na produção de ovos e uma escalada inédita na produção leiteira. Os dados confirmam que o país segue como uma verdadeira potência global no agronegócio e surpreendem pelo volume dos resultados.
Neste artigo, você confere detalhes sobre o avanço do rebanho bovino, a supremacia das aves, a explosão na produção de ovos e leite, além de números de outros segmentos da pecuária nacional. Se você se interessa pelos rumos do setor agropecuário brasileiro e pelo impacto desses dados no seu dia a dia, siga com a leitura e entenda os recordes e transformações do campo nacional.
O que você vai ler neste artigo:
O destaque mais impressionante do levantamento do IBGE é a quantidade de bois e vacas: ao todo, são 238,2 milhões de bovinos, marcando uma diferença de 12% acima da população brasileira, estimada em 212,5 milhões. Embora tenha ocorrido uma tímida queda de 0,2% frente ao ano anterior—resultado de ajustes no ciclo de abate, com maior número de fêmeas descartadas—a pecuária permanece pujante.
O município de São Félix do Xingu, no Pará, lidera o ranking nacional há anos, consolidando o título de maior rebanho bovino do país e figurando entre os maiores do mundo.
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Se a força do rebanho bovino chama atenção, o número de aves é ainda mais surpreendente: foram contabilizados 1,6 bilhão de galináceos, ou seja, quase 8 vezes mais aves do que habitantes. O crescimento foi de 1,7% em relação a 2023, com incremento de quase 27 milhões de animais em apenas um ano.
O setor avícola também respondeu com força nos ovos: o Brasil produziu 5,4 bilhões de dúzias—algo em torno de 64,8 bilhões de ovos, o suficiente para cada brasileiro consumir, em média, 305 unidades em 2024. Esse é o maior número já registrado na série histórica do IBGE. O município de Santa Maria de Jetibá, Espírito Santo, desponta como campeão na produção de ovos e galinhas, sendo reconhecido como “a capital do ovo” no Brasil.
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O crescimento não ficou restrito às carnes e ovos. A produção de leite de vaca atingiu a marca recorde de 35,7 bilhões de litros, uma alta de 1,4% em comparação a 2023, movendo mais de R$ 87,5 bilhões na economia. Curiosamente, o número de vacas ordenhadas caiu ao menor patamar desde 1979, indicando evolução tecnológica e aumento de produtividade por animal.
Outros setores também apresentaram desempenho positivo. O rebanho de suínos somou 43,9 milhões de animais. Já a produção de caprinos bateu recorde, atingindo 13,3 milhões (alta de 3,1%). Ovinos, utilizados para lã, carne e leite, chegaram a 21,9 milhões de cabeças, elevando o Brasil a um novo patamar na produção. O segmento apícola marcou presença com 67,3 milhões de quilos de mel, enquanto a aquicultura—incluindo peixes e camarões—gerou 724,9 mil toneladas, das quais a tilápia respondeu por cerca de 70%.
A pujança do setor agropecuário confere ao Brasil posição de protagonista global. Os resultados apontados em 2024 reforçam tendências de liderança internacional na exportação de carnes, ovos, leite e derivados. O crescimento sustentável, aliado à adoção de tecnologias e manejo moderno, vem garantindo saltos de produtividade e fortalecendo a imagem do agronegócio brasileiro.
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O Brasil alcançou a liderança na produção de ovos em 2024 graças ao crescimento constante do número de galináceos, incremento tecnológico nas granjas e a concentração de produção em municípios como Santa Maria de Jetibá, que é referência nacional.
O aumento na produção de leite, com volumes recordes e maior eficiência por animal, movimenta bilhões na economia, gera empregos, fortalece a agroindústria e contribui para a segurança alimentar nacional.
A pequena redução de 0,2% no rebanho bovino ocorreu devido a ajustes no ciclo de abate, com maior descarte de fêmeas para reorganizar o balanço do rebanho sem comprometer a produção futura.
Setores como produção de caprinos, ovinos, suínos, além da apicultura e aquicultura, também registraram crescimento, ampliando a diversidade e a produtividade do agro brasileiro.
A tecnologia permite maior eficiência, controle sanitário, manejo aprimorado e seleção genética, o que resulta em mais produção com menos animais, como observado no aumento da produtividade leiteira mesmo com menos vacas ordenhadas.