Moradores de 18 cidades acreanas foram pegos de surpresa na tarde do último domingo quando um apagão atingiu boa parte do estado e deixou milhares de pessoas sem energia elétrica. O desligamento, que ocorreu durante um forte temporal em algumas regiões, afetou inclusive áreas centrais de Rio Branco, gerando transtornos e insegurança em diversos bairros. O fornecimento só foi normalizado completamente após pouco mais de uma hora de interrupção.
Quem ficou sem luz pôde sentir na pele o impacto da dependência energética: elevadores parados, lojas fechadas e relatos de prejuízo em comércios locais. Segundo informações divulgadas pelas autoridades estaduais e pela empresa responsável, o apagão não teve relação direta com as concessionárias locais, mas sim com uma falha mais ampla no Sistema Interligado Nacional (SIN).
Continue lendo para entender as causas do apagão, saber como foi o atendimento emergencial e relembrar outros episódios recentes que desafiaram o sistema elétrico do Acre.
O que você vai ler neste artigo:
O blecaute do domingo foi atribuído a um problema no SIN, que é responsável pela transmissão de energia entre as regiões do país. Ainda de acordo com a Energisa, concessionária que distribui energia no Acre, a origem da falha não foi detalhada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) até o momento.
Entre os municípios afetados estão Rio Branco, Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri. Apenas as cidades de Jordão, Santa Rosa, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, que contam com geração por usinas térmicas isoladas, escaparam do corte de energia. A volta da luz aconteceu de forma gradativa, sendo totalmente restabelecida por volta das 14h34, após autorização do ONS.
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A queda de energia em larga escala paralisou serviços essenciais, prejudicou o comércio local e causou apreensão em diversos bairros. No Isaura Parente, em Rio Branco, uma moradora ficou cerca de 30 minutos presa no elevador de um condomínio. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegar ao local, a energia já tinha retornado e o resgate foi realizado.
Comércios e hospitais precisaram acionar geradores para evitar maiores prejuízos, e muitos moradores usaram as redes sociais para relatar transtornos. O episódio expôs a fragilidade da infraestrutura elétrica em situações de emergência, sobretudo diante das frequentes tempestades na região.
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Não foi a primeira vez no ano que cidades do Acre enfrentaram cortes de energia. Em fevereiro, outros dois apagões paralisaram cinco cidades diferentes e afetaram mais de 63 mil pessoas. Os incidentes da ocasião foram motivados por falhas nas redes transmissoras, segundo informações da Energisa.
| Cidade | Data do Apagão | Duração (aprox.) |
|---|---|---|
| Feijó | 17/02/2025 | 1h16 |
| Tarauacá | 17/02/2025 | 1h10 |
| Cruzeiro do Sul | 17/02/2025 | 1h08 |
| Rodrigues Alves | 17/02/2025 | 1h15 |
| Mâncio Lima | 17/02/2025 | 1h05 |
Os dados reforçam que a rede elétrica acreana vem sofrendo com episódios recorrentes, o que levanta discussões sobre a necessidade urgente de melhorias em sua infraestrutura e protocolos de emergência.
Em comunicado, a Energisa reiterou que a responsabilidade pelo apagão é do SIN e que a empresa atuou rapidamente para restabelecer o serviço assim que recebeu autorização oficial. A companhia ainda aguarda informações detalhadas do ONS sobre o motivo da falha, fato que deve ser esclarecido nos próximos dias.
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Enquanto isso, lideranças locais e especialistas cobram maior transparência no processo e investimentos para garantir que episódios como esse sejam menos frequentes e causem menos prejuízos à população.
O apagão deste domingo trouxe novamente à tona a importância da modernização do sistema elétrico do Acre e da preparação para emergências, principalmente durante períodos de chuvas intensas, que aumentam o risco de danos à infraestrutura. Acompanhe nosso site para mais atualizações sobre a investigação das causas e não perca nenhuma novidade sobre assuntos que impactam a vida no estado. Aproveite e faça parte de nossa newsletter para receber notícias apuradas e confiáveis diretamente no seu e-mail.
O SIN utiliza sensores, sistemas de supervisão e comunicação em tempo real para monitorar a rede, identificar desequilíbrios de carga e desconexões, permitindo ao ONS apontar rapidamente o local da falha.
Essas usinas operam de forma independente do SIN, gerando energia localmente e mantendo o abastecimento mesmo quando a rede interligada sofre interrupções.
A Energisa mobiliza equipes de campo, aciona geradores emergenciais, coordena reparos e mantém comunicação com o ONS e a população sobre prazos e medidas de segurança.
Tempestades podem ocasionar queda de galhos sobre linhas, derrubada de postes e curtos-circuitos, comprometendo cabos de transmissão e aumentando as falhas no fornecimento.
Utilizando no-breaks em equipamentos essenciais, seguindo orientações oficiais de segurança, reportando falhas pelos canais da concessionária e apoiando ações de emergência.