Os juros cobrados no rotativo do cartão de crédito ultrapassaram os 446% ao ano em julho, segundo o Banco Central. O aumento, registrado em comparação ao mês anterior, acende um alerta para quem utiliza essa modalidade de crédito, considerada uma das mais caras do mercado. O dado, divulgado nesta quarta-feira, confirma a preocupação de consumidores e especialistas financeiros: manter dívida no rotativo do cartão pesa cada vez mais no bolso dos brasileiros.
Neste conteúdo, você vai entender o que está por trás desse salto nas taxas, como funciona o rotativo, as regras determinadas para o setor e como se proteger das armadilhas desses altos juros. Continue lendo para ficar por dentro e evitar surpresas desagradáveis.
O que você vai ler neste artigo:
As taxas do rotativo do cartão de crédito, que chegaram a 446,6% ao ano em julho, representam um acréscimo em relação aos 440,5% registrados em junho. Essa elevação reflete uma série de fatores, como o aumento da inadimplência, custos operacionais dos bancos e o cenário econômico desafiador enfrentado pelo país. Gastar mais do que pode pagar vira um grande problema quando a fatura do cartão não é quitada integralmente.
O rotativo é acionado automaticamente quando o consumidor paga apenas uma parte da fatura. A partir disso, os juros incidem sobre o valor não pago, rapidamente transformando pequenas dívidas em um grande débito.
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Diante das taxas consideradas abusivas, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu em 2024 uma limitação: juros de novas operações no rotativo e no parcelado com cartão não podem superar o teto de 100% do valor original da dívida. A regra, válida desde janeiro de 2024, busca evitar que uma dívida pequena cresça indefinidamente.
No caso de inadimplência, as administradoras do cartão são obrigadas a parcelar o saldo devedor ou oferecer opções de renegociação mais vantajosas ao cliente em até 30 dias, proporcionando assim alguma proteção ao consumidor. Veja um comparativo das taxas praticadas em julho/2025:
| Modalidade | Taxa anual (%) |
|---|---|
| Rotativo cartão de crédito | 446,6 |
| Parcelado cartão de crédito | 181,7 |
| Cheque especial | 133,8 |
No entanto, apesar das regras, o elevado patamar das taxas ainda é motivo de preocupação. Quem opta por pagar apenas o mínimo da fatura acaba sujeito aos juros mais altos do mercado financeiro.
Educação financeira é a melhor aliada de quem deseja fugir do crédito rotativo. O ideal é sempre pagar o valor total da fatura até a data do vencimento, evitando o acúmulo de encargos. Em situações de aperto, vale recorrer ao parcelamento da fatura – que, mesmo com juros altos, costuma ter taxas menores do que o rotativo. Planejar gastos, acompanhar extratos regularmente e buscar alternativas como empréstimos com taxas menores podem ser estratégias eficientes para manter as contas em dia.
Para quem já se encontra no rotativo, procurar o banco e negociar um parcelamento ou refinanciamento é essencial para evitar que a dívida se torne impagável. Priorizar o pagamento do cartão é fundamental para não comprometer o orçamento familiar no longo prazo.
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Os juros do cartão de crédito rotativo continuam sendo uma das principais armadilhas financeiras para o consumidor brasileiro. O aumento das taxas em julho indica que o cenário ainda é desafiador, exigindo atenção redobrada na hora de usar o crédito. Fique atento às condições do seu cartão, negocie com seu banco se necessário e procure sempre alternativas para manter suas finanças sob controle.
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No crédito rotativo, você paga menos que o total e sofre juros elevados sobre o saldo. No parcelamento, o valor é dividido em parcelas com taxa menor e prazo definido.
Empréstimos pessoais, consignados, linhas de crédito remuneradas por bancos ou fintechs, e o parcelamento da própria fatura costumam ter juros inferiores ao rotativo.
Procure o atendimento ao cliente, solicite o parcelamento do saldo devedor em condições mais vantajosas ou renegociação com juros reduzidos dentro do prazo de 30 dias.
Sim. Manter saldo no rotativo indica inadimplência parcial, o que pode reduzir seu score e dificultar acesso a linhas de crédito melhores.
O Conselho Monetário Nacional limitou a 100% ao ano os juros de novas operações rotativas e parceladas, mas dívidas pré-existentes podem permanecer com taxas mais altas.