A venda da Ciclus Rio pela Simpar (SIMH3) para a Aegea, por um valor de mercado de R$ 1,9 bilhão, acendeu debates sobre o potencial oculto das subsidiárias da Simpar. Essa transação, que representa 31% do valor de mercado da holding, foi vista de forma positiva pela Genial Investimentos.
Composta por R$ 1,1 bilhão em equity e R$ 800 milhões em dívida líquida, a operação foi realizada a um múltiplo de 10 vezes o Valor da Firma (EV)/EBITDA. Este é um valor superior ao das ações da Simpar, que está em quatro vezes, mas abaixo da média do setor de gestão de resíduos, que é de 15 vezes.
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A transação é significativa, pois um ativo que representava apenas cerca de 2% do EBITDA consolidado foi monetizado por quase um terço do valor de mercado da Simpar. Isso destaca que as subsidiárias da empresa possuem um valor que não está refletido no preço das ações.
A venda também está alinhada à estratégia de reciclagem de ativos maduros da Simpar, contribuindo para reduzir o endividamento em um momento de alavancagem elevada. No segundo trimestre de 2025, a dívida líquida/EBITDA estava em 3,6 vezes. Embora o impacto na alavancagem consolidada seja limitado, no nível da holding o efeito é mais expressivo, ajudando a aliviar a dívida de cerca de R$ 3 bilhões.
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A Genial Investimentos destacou que, apesar de a Ciclus ser um ativo gerador de caixa com potencial em áreas como energia renovável e créditos de carbono, a desalavancagem é prioritária no contexto atual. A corretora também ressaltou que o short interest em SIMH3 é de 35%, um dos mais elevados da bolsa, o que pode potencializar a valorização dos papéis.
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A XP também avaliou a operação como positiva, destacando que ela gera um retorno implícito de 30% ao ano e permite uma redução relevante da dívida líquida reportada da companhia. A transação foi realizada a um valuation atrativo, de 9,8 vezes EV/EBITDA, em comparação a cerca de 14 vezes do par listado mais próximo, Orizon.
Por fim, ainda que represente a saída de um ativo de qualidade, a transação reforça a disciplina de capital da Simpar, destravando valor e trazendo alívio em desalavancagem.
A venda foi realizada por R$ 1,9 bilhão, composta por R$ 1,1 bilhão em equity e R$ 800 milhões em dívida líquida.
A venda destaca o valor oculto das subsidiárias da Simpar e está alinhada à sua estratégia de reciclagem de ativos, contribuindo para a redução do endividamento.
A operação foi realizada a um múltiplo de 10 vezes o Valor da Firma (EV)/EBITDA.
Embora o impacto na alavancagem consolidada seja limitado, no nível da holding, a venda ajuda a aliviar a dívida de cerca de R$ 3 bilhões.
A Genial Investimentos considerou a transação positiva, destacando a importância da desalavancagem no contexto atual.