Consumidores de todo o Brasil enfrentam uma ameaça crescente: o chamado golpe da maquininha de cartão, que vem alarmando autoridades e deixando rastros de prejuízo para clientes de bancos e operadoras de cartão. Criminosos têm usado máquinas de pagamento adulteradas para clonar cartões, roubar senhas e aplicar golpes financeiros silenciosos. O risco se intensificou com a popularização dos pagamentos digitais por aproximação e maior circulação de dispositivos portáteis.
Se você costuma realizar pagamentos com cartão em táxis, entregas de aplicativo ou ambulantes, é fundamental ficar atento. No texto a seguir, entenda como opera o novo golpe das maquininhas, em quais regiões ele já fez vítimas, como os bancos reagem aos crimes e confira dicas indispensáveis de segurança para não entrar nesta estatística assustadora.
O que você vai ler neste artigo:
O golpe da maquininha de cartão ganhou novas versões com o avanço da tecnologia. Grupos criminosos operam usando equipamentos modificados que capturam discretamente dados e senhas de cartões de crédito e débito das vítimas. Eles costumam agir em situações cotidianas, tornando difícil perceber qualquer sinal de fraude no momento da compra.
Muitos relatos ocorrem durante eventos, corridas de aplicativo, táxis ou até em feiras e vendedores ambulantes. O modus operandi é quase sempre o mesmo: o golpista informa que houve falha na transação, troca rapidamente a máquina (ou até o cartão, em casos mais sofisticados) e repete a operação, tudo para ganhar tempo e capturar informações. Muitas vezes a senha digitada é transmitida instantaneamente para comparsas, via Bluetooth ou aplicativos de mensagem. Só depois, ao tentar usar o cartão mais tarde, a vítima percebe que recebeu outro plástico ou que os dados foram clonados.
As ocorrências já foram formalmente denunciadas em vários estados, com destaque para São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em São Paulo, por exemplo, uma operação policial resultou na apreensão de 17 maquininhas adulteradas e diversos cartões clonados. Em Curitiba, suspeitos vindos de outros estados, com passagens por estelionato, foram detidos durante eventos esportivos e shows – situações propícias para a ação desses criminosos.
No Rio de Janeiro, o caso ganhou repercussão quando o médico Thales Bretas, viúvo do humorista Paulo Gustavo, relatou ter sido vítima de um falso motorista de táxi que utilizava equipamento fraudado. Os relatos só aumentam, mostrando que o golpe não faz distinção de perfil e pode vitimar qualquer pessoa distraída durante um simples pagamento.
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O golpe pode causar perdas financeiras devastadoras. Em um dos casos apurados, uma simples notificação de compra de R$ 498 escondeu uma fraude muito mais ampla: em menos de 24 horas, os criminosos conseguiram consumir R$ 28 mil do cartão clonado, com uma única transação chegando a quase R$ 9 mil.
Em geral, os bancos relutam em reembolsar as vítimas, alegando que as operações foram autorizadas por senha e desejadas pelo titular, já que ocorreram presencialmente. Existe, entretanto, alguma flexibilidade para casos de cartão de crédito, especialmente se o cliente rapidamente aciona a instituição ou o Procon para contestar as compras. O reembolso pode ser conquistado, principalmente quando se comprovam padrões atípicos de gastos. A recomendação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) é que cada caso seja avaliado individualmente, considerando o histórico do cliente.
Prevenção é fundamental para evitar cair no golpe da maquininha de cartão. Veja as principais medidas indicadas por especialistas em segurança digital e direito do consumidor:
Estar atento e bem-informado é, sem dúvida, a forma mais eficiente de evitar prejuízos diante da criatividade dos golpistas. O golpe da maquininha de cartão deve ser motivo de atenção para consumidores em todas as regiões do Brasil, principalmente em 2025, quando a digitalização dos meios de pagamento segue avançando.
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O golpe da maquininha de cartão é um desafio crescente diante do avanço dos meios eletrônicos de pagamento. A orientação é nunca perder seu cartão de vista, tomar pequenas precauções diárias e buscar auxílio imediato caso desconfie de qualquer transação suspeita. Seja vigilante: a informação pode ser sua principal proteção.
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Desconfie de máquinas com tela apagada, carcaça danificada ou que mudam de modelo repentinamente. Peça para ver o modelo e compare com o padrão do estabelecimento.
Bloqueie imediatamente o cartão com o banco, registre boletim de ocorrência, conteste as transações não reconhecidas junto ao Procon e solicite ressarcimento.
Não há garantia automática, mas o reembolso costuma ocorrer se você comprovar a adulteração, contestar rápido e apresentar boletim de ocorrência.
Insira você mesmo o cartão, cubra o teclado ao digitar a senha, verifique o aparelho antes da compra e mantenha o cartão sempre à vista.
Abra o aplicativo, acesse configurações de segurança ou notificações e ative alertas em tempo real para pagamentos, saques e compras por aproximação.
A popularização de dispositivos portáteis e NFC facilita a circulação de maquininhas sem fiscalização rígida, tornando o golpe mais discreto.