O uso da biometria se tornará obrigatório para acessar benefícios sociais no Brasil. Essa medida foi anunciada através de um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é aumentar a segurança e a integridade das políticas sociais, como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadorias do INSS, prevenindo fraudes e melhorando o acesso da população aos programas.
O que você vai ler neste artigo:
A exigência da biometria não entrará em vigor imediatamente. A implementação será gradual, conforme estabelecido em uma portaria do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A ministra Esther Dweck destacou que novos beneficiários terão prazos mais curtos para a autenticação biométrica, enquanto os já cadastrados terão um período maior para adaptação.
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A Carteira de Identidade Nacional (CIN) será o documento principal para coleta biométrica. Utilizando o CPF como número único, a CIN já incorpora dados como digitais e biometria facial. Desde 2022, aproximadamente 30 milhões de unidades foram emitidas pelas secretarias de Segurança Pública dos estados.
Para agilizar a emissão da CIN, o governo firmou parceria com a Caixa Econômica Federal, que já possui a biometria de mais de 90% dos beneficiários do Bolsa Família. Um projeto-piloto será lançado no Rio Grande do Norte para testar o modelo de Infraestrutura Pública Digital de Identificação Civil, com apoio estadual.
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A obrigatoriedade da biometria está prevista na Lei 15.077/2024, com exceções para pessoas com mais de 80 anos, dificuldades de mobilidade ou em situação de vulnerabilidade, como refugiados. Rogério Mascarenhas, secretário de Governo Digital do MGI, enfatizou que a digitalização deve ser inclusiva, integrando bases biométricas de órgãos como TSE, Senatran e Polícia Federal.
O governo também lançou um novo decreto de governança e compartilhamento de dados, com foco no uso estratégico e soberano das informações dos cidadãos. A proposta está em consulta pública até 7 de agosto, prevendo a criação de uma estrutura para garantir a interoperabilidade entre órgãos públicos, fortalecendo a proteção de dados sensíveis.
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Informações com sigilo bancário, fiscal ou contábil serão armazenadas em nuvens governamentais no território nacional, operadas pelo Serpro e pela Dataprev. O decreto amplia a atuação do Comitê Central de Governança de Dados (CCGD), fortalecendo a participação da sociedade civil.
Com essas medidas, o Brasil avança na segurança dos benefícios sociais, promovendo um sistema mais justo e acessível para todos. Se você gostou deste conteúdo, não deixe de se inscrever em nossa newsletter para receber mais notícias como esta!
A biometria foi escolhida para aumentar a segurança, prevenir fraudes e melhorar o acesso da população aos programas sociais.
A implementação será gradual, com novos beneficiários tendo prazos mais curtos e os já cadastrados um período maior para adaptação.
A Carteira de Identidade Nacional (CIN), que utiliza o CPF como número único e já incorpora dados biométricos, será o principal documento para coleta.
Sim, pessoas com mais de 80 anos, com dificuldades de mobilidade ou em situação de vulnerabilidade, como refugiados, estão isentas.
Os dados serão armazenados em nuvens governamentais operadas pelo Serpro e pela Dataprev, com um novo decreto de governança e proteção de dados em consulta pública.