Sete pessoas foram presas nesta quarta-feira, 9 de julho de 2025, durante a Operação Falsa Portabilidade, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro contra uma quadrilha suspeita de fraudar empréstimos consignados em vários estados. Entre os detidos está Julia Garcia Domingues, filha do falecido funkeiro Mr. Catra. O grupo teria movimentado cerca de R$ 5 milhões, atraindo principalmente aposentados e pensionistas que buscavam melhorar as condições de seus contratos financeiros. As ações ocorreram em diferentes estados, incluindo Rio de Janeiro, Acre, Minas Gerais e Santa Catarina, e apontam para um esquema elaborado de engano e falsificação.
Neste artigo, você vai encontrar detalhes da investigação, a estrutura do grupo criminoso, depoimentos das autoridades e explicações sobre como operava o esquema fraudulento. Continue a leitura para compreender o impacto dessa operação no combate a crimes financeiros no Brasil.
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A tática dos criminosos consistia em abordar aposentados e pensionistas com a promessa de condições melhores em novos empréstimos consignados. Para convencer as vítimas, afirmavam que a contratação de um novo empréstimo seria necessária para quitar dívidas antigas, oferecendo prazos maiores e taxas de juros supostamente reduzidas.
Esses estelionatários se passavam por consultores financeiros e apresentavam propostas atraentes. As vítimas, confiando nas informações falsas, assinavam contratos para novos empréstimos, mas, ao invés de se livrarem das dívidas, acabavam acumulando prejuízos ainda maiores. Enquanto isso, os suspeitos se apropriavam dos valores liberados nos novos contratos.
Segundo a delegada Josy Lima Leal Ribeiro, titular da Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro, o grupo era altamente organizado. Cada integrante tinha uma função específica, desde o contato inicial com os aposentados até a intermediação junto às instituições financeiras e o processo de lavagem de dinheiro.
As investigações revelaram também que Julia Garcia Domingues cedia suas contas bancárias para o depósito dos valores desviados, contribuindo para dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.
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Das sete pessoas presas, seis foram localizadas no Rio de Janeiro e uma em Santa Catarina. A polícia identificou Augusto Germano da Silva Kuntze como o líder do esquema. Outros envolvidos detidos incluem Stefani Campos de Souza Silva, Ingrid Santana Fernandes, Thamires da Silva Cruz, Peterson Maffort Grillo e Júlio Cesar da Silva.
O delegado Gustavo Henrique da Silva Neves, responsável pela investigação no Acre, destacou que os suspeitos também utilizavam documentos falsos para liberar os empréstimos. Uma das vítimas relatou um prejuízo de R$ 400 mil. “O bloqueio total já atinge cerca de R$ 1 milhão em contas bancárias relacionadas ao grupo”, afirmou o delegado.
Os advogados de Peterson, Ingrid, Thamires e Julia alegam, em nota, que a defesa enfrenta dificuldades para acessar os autos processuais. Segundo eles, os réus foram surpreendidos em suas casas pelo cumprimento dos mandados de prisão, emitidos pela 1ª Vara Criminal de Rio Branco/AC, e permanecem em custódia aguardando audiência.
A equipe jurídica reforça que os acusados confiam no devido processo legal e no esclarecimento dos fatos durante o trâmite judicial. Ressaltam, ainda, o respeito à cobertura da imprensa e a disposição para prestar esclarecimentos de relevância social sobre o caso.
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A revelação desse esquema criminoso mostra a importância do controle rigoroso sobre as operações financeiras e o cuidado redobrado por parte de aposentados e pensionistas ao contratar empréstimos. O combate a fraudes desse tipo depende do trabalho integrado das autoridades em todo o Brasil.
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Verifique se a empresa possui registro em órgãos reguladores, pesquise reclamações em sites oficiais e desconfie de ofertas com taxas muito abaixo do mercado.
Não forneça dados pessoais ou bancários por telefone, confirme sempre a autenticidade da oferta junto ao banco e não assine contratos sem ler todas as cláusulas.
O crime de estelionato tem pena de reclusão de 1 a 5 anos, além de multa, conforme o Código Penal brasileiro, podendo aumentar em casos de prejuízo elevado ou organização criminosa.
Deve-se registrar boletim de ocorrência, reunir contratos e comprovantes, acionar o banco responsável e, se necessário, entrar com ação judicial ou reclamar junto ao Procon.
As apurações são conduzidas pela Polícia Civil, Ministério Público, Procon e, em casos envolvendo bancos, pelo Banco Central do Brasil.