O Consignado CLT registrou um volume impressionante de R$ 9,9 bilhões em contratos em apenas 46 dias de operação. Os dados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), destacam o sucesso do programa Crédito do Trabalhador, que facilita o acesso de empregados da iniciativa privada a empréstimos com desconto direto na folha de pagamento.
Com 1,8 milhão de contratos firmados e um valor médio de operação de R$ 5.407,68, a modalidade se consolida como uma alternativa popular e menos burocrática. Quer saber mais sobre esse modelo de crédito? Continue lendo para entender suas regras e quem pode contratá-lo!
O que você vai ler neste artigo:
O Consignado Privado é uma linha de crédito voltada exclusivamente para trabalhadores com carteira assinada (CLT), permitindo o desconto automático das parcelas diretamente do salário. Essa facilidade tem atraído muitos trabalhadores, principalmente pela simplicidade e abrangência do processo de contratação.
Qualquer trabalhador CLT pode contratar o Consignado Privado, desde que tenha vínculo empregatício ativo, receba salário no mês vigente e possua margem consignável disponível. A contratação é feita de forma totalmente online, através do app Carteira de Trabalho Digital ou diretamente nos aplicativos das instituições financeiras.
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A modalidade de crédito consignado para trabalhadores CLT oferece diversas vantagens que a tornam atraente. Entre elas, destacam-se as taxas de juros inferiores em comparação a outras linhas de crédito pessoal, além da facilidade de acesso com contratação online, sem necessidade de negociação com o RH da empresa.
O trabalhador pode comprometer até 35% da sua renda líquida com esse tipo de empréstimo. O prazo de pagamento pode chegar a 96 meses, dependendo das condições ofertadas pelo banco, proporcionando flexibilidade e segurança aos contratantes.
O cenário econômico desafiador, com aumento no custo de vida e endividamento das famílias, tem levado muitos trabalhadores a buscar essa modalidade de crédito. Além disso, a segurança para os bancos, com o desconto em folha, reduz o risco de inadimplência, tornando o crédito mais acessível.
Para garantir maior controle e evitar o superendividamento dos trabalhadores, algumas regras foram estabelecidas. Entre elas, a margem consignável de até 35% da renda líquida, limite de apenas um contrato por vínculo empregatício ativo e a contratação digital, que pode ser iniciada pela CTPS Digital ou pelo app bancário.
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O Ministério do Trabalho tem atuado ativamente para ampliar o acesso ao crédito sem aumentar o risco de endividamento descontrolado. O objetivo é equilibrar acessibilidade e responsabilidade financeira, garantindo que os trabalhadores usem o crédito com planejamento e sem comprometer sua renda futura de forma excessiva.
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Os riscos incluem o comprometimento excessivo da renda e o potencial para superendividamento se não houver planejamento adequado.
As parcelas são descontadas automaticamente do salário do trabalhador, garantindo pagamento regular e reduzindo riscos de inadimplência.
Margem consignável é o percentual do benefício mensal que pode ser comprometido para o pagamento de empréstimos consignados, geralmente até 45% para aposentados e pensionistas e 35% para beneficiários do BPC/LOAS.
Sim, é possível renegociar, mas depende das condições oferecidas pelo banco e do saldo devedor atual.
Normalmente, são exigidos documento de identidade, CPF, comprovante de residência e contracheque recente para comprovar renda e vínculo empregatício.