O cenário do crédito Consignado no Brasil pode passar por uma mudança significativa em breve. O foco das discussões agora é o teto de juros do Consignado privado, que pode deixar de ser definido pelos bancos para ficar sob responsabilidade do Conselho Monetário Nacional (CMN). Essa reestruturação vem ganhando força dentro do governo federal e entre as instituições financeiras, que buscam maior padronização e coerência com a política econômica.
O que você vai ler neste artigo:
O teto de juros do Empréstimo Consignado CLT é o limite máximo que uma instituição financeira pode cobrar em juros ao conceder um Consignado privado para trabalhadores da iniciativa privada. Esses empréstimos são descontados diretamente da folha de pagamento, o que reduz o risco de inadimplência para os bancos e, teoricamente, deve resultar em juros mais baixos. Apesar disso, o mercado ainda apresenta grande variação na taxa de juros, já que os bancos privados têm autonomia para definir seus próprios limites.
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Atualmente, quem define o teto de juros do Consignado privado são os próprios bancos. No entanto, uma proposta em discussão sugere que essa responsabilidade seja transferida para o Conselho Monetário Nacional (CMN). A mudança está sendo articulada pela MP 1.292 de 2025, que pode transferir essa responsabilidade para o CMN.
Com a falta de um teto padronizado, os bancos acabam sendo mais restritivos na concessão de crédito. A liberdade na escolha de taxas pode gerar distorções, principalmente em períodos de alta nos juros futuros ou de instabilidade econômica. Por isso, a proposta de passar essa atribuição ao CMN vem sendo considerada uma resposta estruturada e técnica à necessidade de maior controle e transparência nesse tipo de operação financeira.
As regras para o teto de juros variam conforme a modalidade de crédito consignado. Por exemplo:
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Atualmente, o teto de juros no Consignado do INSS está em 1,85% ao mês, enquanto para servidores federais o limite é de 1,80% ao mês. No Consignado privado, a ausência de um teto fixo padronizado faz com que os bancos atuem com base em suas próprias avaliações de risco. Isso tem levado à priorização de clientes com renda mais alta e idade menor, o que limita o acesso ao crédito para grande parte da população economicamente ativa.
A expectativa é que o Congresso instale uma comissão mista para analisar essa proposta já no dia 7 de maio. Uma das alternativas em discussão é a inclusão de uma emenda ao texto da MP que transfira formalmente a definição do teto de juros para o CMN. Essa proposta tem sido defendida por representantes do setor bancário e por membros da equipe econômica, que veem na centralização uma oportunidade de tornar o mercado de crédito consignado mais justo.
Além disso, com os juros futuros de dois anos beirando os 15%, e a proibição do Banco Central de emprestar com rentabilidade negativa, os bancos acabam sendo mais restritivos. Isso significa que, sem um novo teto equilibrado, menos trabalhadores terão acesso ao crédito.
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O Conselho Monetário Nacional pode passar a ser responsável por definir o teto de juros do Consignado privado, trazendo padronização ao mercado.
Atualmente, os bancos têm autonomia para definir seus próprios limites de juros para o Consignado privado.
A mudança busca maior controle e transparência, evitando distorções causadas pela liberdade excessiva na definição de taxas pelos bancos.
As taxas variam, por exemplo, 1,85% ao mês para o INSS e 1,80% para servidores federais.
A expectativa é que a mudança traga um mercado de crédito consignado mais justo e acessível.