A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (19), a proposta de emenda à Constituição (PEC) 45/2024, que integra o pacote fiscal do governo. O projeto foi aprovado em dois turnos, com 344 votos favoráveis contra 154 no primeiro, e 348 a 146 no segundo. Os destaques que poderiam alterar a proposta foram rejeitados, e agora o texto segue para análise no Senado.
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O relator da proposta, deputado Moses Rodrigues (União-CE), realizou modificações significativas no texto original. Entre as mudanças, destaca-se o ajuste no repasse da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Além disso, houve flexibilização nas regras sobre supersalários, enquanto as restrições ao abono salarial (PIS/Pasep) foram mantidas.
A votação da PEC começou na quarta-feira (18), mas foi adiada por falta de quórum. A oposição criticou a estratégia do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que apensou a PEC 45/2024 à PEC 31/2007, já pronta para votação. A manobra, segundo a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), comprometeu o rito legislativo ao acelerar o processo.
A deputada Julia Zanatta (PL-SC) também expressou descontentamento, afirmando que a rápida tramitação da PEC representa uma manobra para aprovar o texto às pressas. “Vamos votar essa PEC 15 dias depois de ela ter chegado a esta Casa. A democracia tem de existir aqui dentro do Parlamento”, disse Zanatta.
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Para assegurar um quórum maior na sessão, Lira permitiu que os deputados registrassem presença de forma remota. Essa medida foi crucial para garantir a aprovação da PEC em um contexto de divisões políticas e estratégias de oposição.
Com a aprovação na Câmara, a PEC segue agora para o Senado, onde será novamente debatida e votada. A expectativa é de que o texto enfrente novos desafios e discussões acaloradas, principalmente em relação às restrições ao abono salarial e às mudanças no Fundeb.
O impacto dessas alterações no cenário fiscal e social do país será um ponto central das discussões, com o governo defendendo a necessidade de ajustes para garantir o equilíbrio financeiro, enquanto a oposição continua a questionar as implicações sociais das medidas.
Conclusão
A aprovação da PEC do pacote fiscal na Câmara dos Deputados marca um importante passo na agenda econômica do governo, mas ainda resta um caminho a ser percorrido no Senado. Se você gostou deste conteúdo e deseja se manter informado sobre os desdobramentos deste e de outros temas importantes, inscreva-se em nossa newsletter!
A PEC 45/2024 é uma proposta de emenda à Constituição que integra o pacote fiscal do governo, envolvendo ajustes fiscais e alterações em áreas como educação e abono salarial.
A PEC foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados, com 344 votos a favor no primeiro turno e 348 no segundo.
A oposição criticou a rapidez na tramitação da PEC e a estratégia de apensar a PEC 45/2024 à PEC 31/2007, comprometendo o rito legislativo.
As alterações no Fundeb envolvem ajustes no repasse da União, o que pode impactar o financiamento da educação básica no país.
Após a aprovação na Câmara, a PEC segue para o Senado, onde será novamente debatida e votada, enfrentando possíveis novos desafios.