A desoneração das folhas de pagamento trouxe uma significativa economia de R$ 12,3 bilhões para as empresas entre janeiro e agosto de 2024. Este benefício fiscal, que envolveu 28.819 empresas, permitiu uma redução nos pagamentos ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), responsável pela aposentadoria de milhões de trabalhadores.
O que você vai ler neste artigo:
O programa de desoneração das folhas de pagamento é uma medida que permite a determinados setores da economia reduzir o valor pago ao INSS. Ao invés de recolher 20% sobre a folha de pagamento, as empresas pagam uma alíquota menor, o que gera uma economia significativa.
Atualmente, 17 setores da economia estão habilitados a participar do programa. Esses setores incluem, entre outros, tecnologia da informação, call centers, construção civil e transportes. A medida visa fomentar o crescimento econômico e a geração de empregos nesses segmentos.
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A partir de janeiro de 2025, o programa começará a ser encerrado gradualmente, com previsão de término completo até o final de 2027. Após essa data, todas as empresas deverão voltar a recolher 20% do valor total dos salários pagos aos seus funcionários.
Embora o Congresso tenha aprovado o projeto de forma diferente do esperado pelo Palácio do Planalto e pelo Ministério da Fazenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei 14.973 em setembro de 2024, mantendo a essência do que foi decidido pelos parlamentares.
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De acordo com dados divulgados pela Secretaria da Receita Federal, a desoneração das folhas de pagamento foi um dos maiores benefícios fiscais de 2024, ficando atrás apenas das isenções concedidas ao setor de adubos e fertilizantes.
Em novembro de 2024, a Receita Federal, a pedido do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, divulgou uma lista completa das empresas beneficiadas pela desoneração. Essa medida visa aumentar a transparência e permitir uma melhor compreensão do impacto fiscal do programa.
Para acessar a lista completa das empresas beneficiadas, clique aqui (652 páginas em PDF).
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A desoneração permite que as empresas reduzam os custos com o INSS, aumentando a capacidade de investimento e geração de empregos.
A desoneração reduz as contribuições ao INSS, o que pode impactar as receitas do instituto a curto prazo.
Setores como tecnologia da informação, call centers, construção civil e transportes estão entre os mais beneficiados.
O programa será encerrado gradualmente a partir de 2025, com previsão de término em 2027.
A transparência permite que o público compreenda o impacto fiscal do programa e assegura a responsabilidade na aplicação de benefícios fiscais.