Um relatório recente da Controladoria-Geral da União (CGU) destacou que falhas de governança na gestão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) resultaram em um prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões. Essas falhas ocorreram durante a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022, e estão relacionadas ao programa de microcrédito conhecido como SIM Digital.
O que você vai ler neste artigo:
O SIM Digital, ou Programa de Simplificação do Microcrédito Digital para Empreendedores, foi uma iniciativa lançada em 2022. O objetivo era fornecer empréstimos de até R$ 1 mil para pessoas físicas e até R$ 3 mil para microempreendedores individuais (MEIs). O programa foi conduzido pelo Ministério do Trabalho, sob a liderança do então ministro Onyx Lorenzoni.
Para viabilizar o SIM Digital, foram alocados R$ 3 bilhões do FGTS no Fundo Garantidor de Microfinanças (FGM) em 2022. Contudo, apenas R$ 1 bilhão foi devolvido, resultando em um déficit de R$ 2 bilhões que será absorvido pelo patrimônio líquido do FGTS, impactando seu lucro.
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A CGU apontou que, durante a formulação do programa, o governo não consultou o Conselho Curador do FGTS, um passo crucial que foi negligenciado. Além disso, houve alterações controversas nas regras do Fundo Garantidor de Microfinanças por parte da Caixa Econômica Federal.
O ano de 2022 foi marcado por várias iniciativas do governo Bolsonaro para melhorar sua imagem em um ano eleitoral. No entanto, segundo a CGU, a aplicação dos R$ 3 bilhões ocorreu em desacordo com a legislação vigente do FGTS, de 1990.
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Uma das principais irregularidades foi a extensão do SIM Digital a pessoas com nome negativado, contrariando a medida provisória de março de 2022, que proibia concessões de crédito a devedores. Essa inclusão foi feita por meio de uma portaria do Ministério do Trabalho, que extrapolou os limites legais.
O relatório da CGU afirma que a portaria do Ministério do Trabalho foi além do que a medida provisória permitia, violando as normas ao autorizar concessões de crédito a indivíduos com operações de crédito ativas.
Em resumo, as falhas de governança identificadas pela CGU resultaram em um prejuízo significativo para o FGTS, destacando a necessidade de maior rigor e transparência na gestão dos recursos públicos.
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As falhas de governança resultaram em um prejuízo de R$ 2 bilhões para o FGTS, afetando seu patrimônio líquido.
A CGU criticou o SIM Digital por não consultar o Conselho Curador do FGTS e por alterações controversas nas regras do Fundo Garantidor de Microfinanças.
O programa foi uma tentativa do governo Bolsonaro de melhorar sua imagem durante o ano eleitoral, mas foi implementado em desacordo com a legislação vigente do FGTS.
O programa concedeu crédito a pessoas com nome negativado, contrariando a medida provisória que proibia tal prática.
A CGU destacou a necessidade de maior rigor e transparência na gestão dos recursos públicos para evitar prejuízos semelhantes no futuro.