A recente decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) trouxe um alívio para os trabalhadores ao garantir a manutenção da multa de 40% do FGTS durante a pandemia da Covid-19. A medida foi vista como uma vitória importante em meio à tensão entre capital e trabalho no Brasil.
O que você vai ler neste artigo:
Em outubro, a 5ª Turma do TST decidiu, por unanimidade, que as empresas que continuaram operando durante a pandemia não poderiam reduzir a multa do FGTS de 40% para 20%, mesmo alegando força maior. Essa decisão reforça a proteção histórica aos trabalhadores, conforme previsto no artigo 18, §1º, da Lei 8.036/90.
A tentativa das empresas de reduzir a multa foi baseada no artigo 502 da CLT, que permite o pagamento reduzido em casos de força maior. No entanto, especialistas como Jorge Luiz Souto Maior defendem que a interpretação das normas trabalhistas deve priorizar a proteção do trabalhador.
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Durante a pandemia, cerca de 15,3 milhões de trabalhadores foram demitidos, gerando um passivo potencial de R$ 23,7 bilhões em multas do FGTS. A redução para 20% significaria uma perda de aproximadamente R$ 11,85 bilhões para os trabalhadores.
Para justificar a redução da multa, as empresas deveriam provar a impossibilidade absoluta de continuar suas operações, algo que apenas 12% das empresas que solicitaram a redução conseguiram demonstrar.
Mais de 12.400 processos relacionados à redução da multa do FGTS foram ajuizados entre 2020 e 2024. A decisão do TST visa uniformizar a resposta judicial, garantindo a segurança jurídica.
A redução da multa afetaria a contribuição social de 10% devida ao FGTS, resultando em uma perda de R$ 2,9 bilhões, conforme a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
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A decisão também destaca a responsabilidade social das empresas, especialmente aquelas que mantiveram lucros durante a pandemia. A representação sindical se mostrou fragilizada, com 45% dos acordos coletivos permitindo a redução da multa.
O TST estabeleceu três requisitos para a redução da multa: impossibilidade absoluta de continuidade das atividades, ausência de culpa do empregador e inexistência de alternativas menos prejudiciais aos trabalhadores.
Em conclusão, a decisão do TST reafirma a importância da proteção dos direitos trabalhistas, mesmo em tempos de crise. Caso tenha achado este conteúdo útil, inscreva-se em nossa newsletter para receber mais informações atualizadas.
A decisão é crucial para garantir a proteção dos direitos dos trabalhadores, evitando perdas financeiras significativas durante a pandemia.
Cerca de 15,3 milhões de trabalhadores demitidos durante a pandemia foram beneficiados pela decisão.
A impossibilidade absoluta de continuidade das atividades, ausência de culpa do empregador e inexistência de alternativas menos prejudiciais aos trabalhadores.
A manutenção da multa de 40% preserva a contribuição social de 10% devida ao FGTS, evitando uma perda de R$ 2,9 bilhões.
Os sindicatos enfrentaram dificuldades, com 45% dos acordos coletivos permitindo a redução da multa, mas a decisão do TST reafirma a proteção dos trabalhadores.