O open insurance está se consolidando como uma revolução no mercado de seguros, prometendo transformar o cenário atual por meio do compartilhamento de dados e transações com o consentimento dos usuários. Essa iniciativa visa integrar completamente o sistema financeiro dentro do conceito de open finance, trazendo novas oportunidades para o setor.
O que você vai ler neste artigo:
Atualmente, o open insurance está em uma fase semelhante aos primórdios do open banking, enfrentando desafios tecnológicos e políticos. A maturidade tecnológica no setor de seguros ainda é incipiente, embora já se observe uma evolução, especialmente na construção de APIs. O interesse de líderes do setor é limitado, pois há receio de perda de clientes devido ao aumento da competição.
De acordo com uma pesquisa da McKinsey de 2023, a união entre bancos e seguradoras, conhecida como bancassurance, apresenta grandes oportunidades. No Brasil, 60% da população bancarizada não possui seguro, e 80% das vendas via bancos resultam de ações proativas ou seguros embutidos.
Um dos desafios do open insurance é a ausência de uma relação direta entre seguradoras e clientes para obtenção de consentimento. Além disso, falta clareza sobre os benefícios para clientes e corretores. No entanto, o avanço no cronograma do open insurance é um dos pilares do Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros, que busca aumentar a participação do setor no PIB.
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O uso inteligente de dados pode resultar em produtos mais personalizados e com preços ajustados. Por exemplo, um seguro de carro poderia ser contratado por tempo de uso e combinado com outras coberturas. Agregadores financeiros poderão facilitar a vida do consumidor, oferecendo oportunidades de vendas cruzadas e otimização de portfólio.
Uma característica única do open insurance é a figura da Spoc, que atua como intermediária entre seguradoras e clientes. Essa estrutura permite a participação de corretores menos robustos no sistema. Até agora, duas licenças foram concedidas nesta categoria, com previsão de assertividade nas requisições de 90% até 2025.
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Seguradoras e corretoras estão se dedicando a atender requisitos regulatórios e a estudar soluções, acompanhando o open finance. A corrida tecnológica acelerou o movimento de transformação digital, contribuindo para a evolução do parque de APIs do setor.
O open insurance está em um estágio inicial, mas já mostra potencial para revolucionar o mercado de seguros. Com a expansão da digitalização e a integração de dados, novas oportunidades surgirão, beneficiando tanto empresas quanto consumidores.
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O Open Insurance pode beneficiar os consumidores ao oferecer produtos mais personalizados, preços ajustados e maior transparência nos serviços de seguros.
Os principais desafios incluem a falta de maturidade tecnológica, a necessidade de consentimento dos usuários e a educação dos consumidores sobre os benefícios do modelo.
A Spoc é uma entidade que atua como intermediária entre seguradoras e clientes, facilitando a participação de corretores no sistema de Open Insurance.
O Open Insurance faz parte do Open Finance, integrando o mercado de seguros ao sistema financeiro para promover inovações e maior competitividade.
A digitalização acelera a transformação do mercado de seguros, permitindo o desenvolvimento de APIs, produtos inovadores e a integração de dados para melhores serviços.