A empresa Multipar, pertencente à família Vorcaro, está no centro de uma investigação após movimentar mais de R$ 1 bilhão em um período de cinco anos. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) levantou suspeitas sobre essas transações, que podem indicar uma tentativa de ocultação de patrimônio.
O que você vai ler neste artigo:
De acordo com um relatório de inteligência financeira, as movimentações financeiras da Multipar ocorreram exclusivamente entre contas ligadas ao Banco Master, de propriedade de Daniel Vorcaro. Esse banco foi estabelecido após a aquisição do Banco Máxima em 2019, e o relatório do Coaf menciona que as transações podem representar uma tentativa de ocultar o rastro do dinheiro.
Durante o período analisado, a Multipar movimentou R$ 1,07 bilhão, com a maioria dos recursos indo para empresas ou pessoas associadas a Vorcaro ou ao seu banco. As operações incluem trocas de recursos entre empresas do grupo, o que levantou a bandeira vermelha entre as autoridades financeiras.
O relatório destaca que o próprio Banco Master recebeu R$ 5,8 milhões da Multipar. Além disso, o fundo GFS, administrado pela Reag, também está sob escrutínio, após receber R$ 47 milhões da Multipar e repassar R$ 15 milhões de volta. A Reag é conhecida por gerenciar fundos suspeitos de realizar transações fraudulentas para inflar artificialmente o valor de ativos.
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A Multipar, uma holding de instituições não financeiras, é dirigida por Henrique Vorcaro e Natália Vorcaro, irmã de Daniel e esposa de Fabiano Zettel. Este último, ex-pastor, também está preso sob suspeita de envolvimento no esquema fraudulento.
Em resposta às alegações, o advogado Eugênio Pacelli, representando Henrique Vorcaro, afirmou que todas as movimentações financeiras do grupo Multipar são legais e transparentes. No entanto, as investigações continuam, com a família no centro das atenções.
O caso destaca o uso de fundos de investimento e empresas de fachada para transferir ativos, inflando o valor das empresas sem lastro na realidade. Com mais de 10 mil transações listadas entre cerca de 30 empresas, o alerta sobre essas movimentações persiste.
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A investigação está focada nas movimentações financeiras suspeitas da Multipar, que somaram R$ 1 bilhão em cinco anos, levantando suspeitas de ocultação de patrimônio.
Os principais envolvidos são Henrique Vorcaro, Natália Vorcaro e Daniel Vorcaro, além de Fabiano Zettel, todos ligados à empresa Multipar e ao Banco Master.
O relatório do Coaf aponta que as transações podem ser uma tentativa de ocultar o rastro do dinheiro, com a maioria dos recursos indo para empresas ou pessoas associadas ao grupo Vorcaro.
A defesa da família, representada pelo advogado Eugênio Pacelli, alega que todas as movimentações financeiras do grupo Multipar são legais e transparentes.
A investigação pode aumentar a vigilância sobre transações financeiras de grandes valores e influenciar mudanças nas regulamentações para prevenir ocultação de patrimônio e fraudes.