O mercado imobiliário brasileiro fechou 2025 registrando um aumento médio de 6,52% no preço dos imóveis residenciais. Esse percentual é o maior avanço desde 2024, segundo o novo Índice FipeZAP, e coloca em evidência as cidades onde comprar um imóvel se tornou significativamente mais caro. Os dados também confirmam: em nenhuma das 56 cidades acompanhadas houve queda nos valores.
Ao longo deste artigo, confira um panorama sobre os fatores que impulsionaram esse crescimento, veja quais capitais se destacaram pelos valores mais elevados e descubra como o cenário econômico colaborou para a valorização dos imóveis no país. Continue a leitura para entender por que o preço do metro quadrado atingiu patamares históricos e como isso afeta quem pretende comprar um imóvel.
O que você vai ler neste artigo:
No final de 2025, o valor médio do metro quadrado em imóveis residenciais atingiu R$ 9.611, segundo o levantamento atualizado do FipeZAP. Para efeito de comparação, um apartamento de 50 metros quadrados custa hoje, em média, R$ 480,5 mil. Já unidades de apenas um dormitório ultrapassam a média nacional, atingindo R$ 11.669/m², o que reforça a crescente demanda por imóveis compactos nas grandes cidades.
Balneário Camboriú (SC) segue sendo a cidade brasileira com o metro quadrado mais valorizado, atingindo R$ 14.906, enquanto entre as capitais, Vitória (ES) lidera com R$ 14.108/m². Florianópolis (SC) e São Paulo (SP) aparecem logo atrás, demonstrando a força dos mercados litorâneos e das metrópoles no cenário nacional.
Quando o foco se volta às capitais, os avanços mais expressivos ficaram com Salvador (BA), que valorizou 16,25%; João Pessoa (PB), com 15,15%; e Vitória (ES), com 15,13%. Em oposição, as menores altas foram notadas em Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%) — cidades que, na prática, tiveram desvalorização real, pois os aumentos ficaram abaixo da inflação oficial de 4,18% estimada para o ano.
Na tabela a seguir, confira os valores médios do metro quadrado nas capitais brasileiras, de acordo com os dados de dezembro de 2025:
| Capital | Preço médio (R$/m²) |
|---|---|
| Vitória | R$ 14.108 |
| Florianópolis | R$ 12.773 |
| São Paulo | R$ 11.900 |
| Curitiba | R$ 11.686 |
| Rio de Janeiro | R$ 10.830 |
| Belo Horizonte | R$ 10.642 |
| Maceió | R$ 9.836 |
| Brasília | R$ 9.754 |
| Fortaleza | R$ 8.963 |
| São Luís | R$ 8.617 |
| Recife | R$ 8.446 |
| Belém | R$ 8.341 |
| Goiânia | R$ 8.139 |
| Salvador | R$ 7.972 |
| João Pessoa | R$ 7.970 |
| Porto Alegre | R$ 7.505 |
| Manaus | R$ 7.189 |
| Cuiabá | R$ 6.801 |
| Campo Grande | R$ 6.330 |
| Natal | R$ 6.146 |
| Teresina | R$ 5.789 |
| Aracaju | R$ 5.282 |
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A economia robusta e o reaquecimento do mercado de trabalho contribuíram para a forte valorização dos imóveis em 2025. A queda histórica do desemprego, que chegou a 5,2% no trimestre até novembro, e o Produto Interno Bruto (PIB) acima das projeções — estimado em torno de 2,3% — ampliaram o poder de compra de diversas famílias brasileiras, mitigando parcialmente os efeitos dos juros altos, que estabilizaram em 15% ao ano.
Segundo analistas, ainda que o custo do crédito imobiliário tenha subido, o aumento da renda e a estabilidade econômica permitiram que mais pessoas continuassem financiando imóveis. Essa conjuntura se refletiu, inclusive, no fato de que imóveis pequenos, de um dormitório, atingiram preços proporcionalmente mais altos do que unidades de dois dormitórios.
Outro destaque do levantamento: cidades do interior e capitais menores, como Pelotas (RS), apresentaram os menores preços médios — R$ 4.353/m² — mantendo o mercado mais acessível para quem planeja comprar a casa própria fora dos principais polos urbanos.
Com tantos movimentos relevantes, o mercado segue atento às próximas divulgações do FipeZAP e às tendências de financiamento e preço, que seguem moldando o cenário dos imóveis residenciais no Brasil.
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O avanço expressivo nos preços dos imóveis residenciais revela um mercado aquecido e atento às variações econômicas do país, tornando o planejamento indispensável para quem deseja investir ou adquirir a casa própria em 2026. Para se manter sempre bem informado sobre tendências, índices e novidades do setor, cadastre-se em nossa newsletter e receba notícias diretamente em seu e-mail.
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Balneário Camboriú (SC) lidera com R$ 14.906/m², seguida por Vitória (ES) com R$ 14.108/m², Florianópolis (SC) e São Paulo (SP).
Com o desemprego baixo (5,2%) e o PIB em 2,3%, o poder de compra das famílias aumentou, compensando juros altos e estimulando a valorização imobiliária.
A maior demanda por imóveis compactos nas grandes cidades elevou os preços dessas unidades, que apresentaram valorização superior à média nacional.
Sim, cidades do interior como Pelotas (RS) mantiveram preços mais acessíveis (R$ 4.353/m²), enquanto capitais litorâneas e grandes metrópoles apresentam valores mais elevados.
Apesar dos juros altos, a estabilidade econômica e o aumento da renda permitiram que mais pessoas acessassem crédito imobiliário, impulsionando a demanda e os preços.