Os trabalhadores que optaram pelo Saque-Aniversário do FGTS e ficaram sem acesso ao saldo após a demissão podem ganhar uma importante novidade em 2026. O governo federal discute a possibilidade de liberar o saldo retido desses profissionais, dando esperança a quem ficou impedido de sacar o valor integral do Fundo de Garantia. Caso a medida seja implementada, estima-se que até 13 milhões de pessoas possam ser atendidas, com previsões de pagamentos já no primeiro trimestre do próximo ano.
Este artigo traz os detalhes sobre a possível nova rodada de liberações, explica o que muda para os trabalhadores, destrincha as novas regras do Saque-Aniversário e mostra como antecipar parcelas dentro da lei. Confira tudo o que você precisa saber para não perder nenhum direito e tome decisões conscientes para o seu bolso.
O que você vai ler neste artigo:
A proposta de liberar o saldo do FGTS retido foi confirmada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Caso seja aprovada pela equipe econômica e pelo presidente Lula, a medida pode liberar até R$ 6,5 bilhões já no início de 2026. Vale destacar que, por restrições legais, não há possibilidade de pagamentos ainda em 2025, já que uma rodada anterior de liberações ocorreu no primeiro semestre deste ano.
Atualmente, quem opta pelo Saque-Aniversário e é demitido só pode sacar a multa rescisória de 40%. O saldo restante fica travado, trazendo dificuldades financeiras para muitos profissionais. O novo debate busca corrigir essa distorção, especialmente para quem depende do Fundo de Garantia em momentos de instabilidade. O projeto pode impactar cerca de 13 milhões de trabalhadores e será avaliado também do ponto de vista fiscal pelo governo.
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O Saque-Aniversário é uma modalidade em que o trabalhador opta por sacar anualmente uma parte do saldo do FGTS. Quando o profissional escolhe essa forma, perde o direito de sacar o valor total ao ser demitido, diferente do Saque-Rescisão, mais tradicional. Caso deseje voltar para a modalidade anterior, o saldo do FGTS fica bloqueado por 24 meses, cenário que afeta milhões atualmente.
Boa parte dos trabalhadores que aderiram ao Saque-Aniversário recorre à antecipação das parcelas futuras, modalidade de crédito oferecida por bancos. Segundo dados oficiais, 21,5 milhões adotaram o Saque-Aniversário e, destes, 70% já contrataram ao menos uma antecipação. Isso agrava o bloqueio, porque parte do saldo já serve como garantia de empréstimos, reduzindo ainda mais o acesso ao dinheiro para quem mais precisa no momento da demissão.
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Neste ano, o Ministério do Trabalho apertou as normas da antecipação do Saque-Aniversário. A nova legislação, válida desde novembro de 2025, estabelece:
Estas medidas buscam frear a fuga de recursos do FGTS, projetando uma proteção de até R$ 84,6 bilhões para o Fundo até 2030. O órgão federal destaca que as mudanças mantêm a sustentabilidade do FGTS e evitam riscos maiores para os trabalhadores, principalmente em períodos de crise.
Com a liberação do saldo retido ainda em avaliação, quem deseja antecipar futuras parcelas do Saque-Aniversário deve se atentar às novas regras. A contratação, normalmente feita por aplicativos de bancos ou financeiras autorizadas, ficou mais restrita, exigindo planejamento por parte do trabalhador. Antes de fechar qualquer contrato, é fundamental comparar taxas, checar o prazo de pagamento e ficar atento para não comprometer a renda no longo prazo.
Caso a medida do governo seja aprovada, a recomendação é que todos os trabalhadores que aderiram ao Saque-Aniversário fiquem atentos aos comunicados oficiais para garantir que não deixem de sacar valores a que tenham direito.
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O debate em torno do FGTS retido reacende a discussão sobre justiça social e proteção do trabalhador em momentos de vulnerabilidade. A expectativa da nova rodada de liberações movimenta milhões de brasileiros e pode aliviar o orçamento de quem mais precisa, trazendo esperança para o início de 2026.
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No Saque-Aniversário, o trabalhador pode sacar parte do saldo do FGTS a cada ano no mês do seu aniversário, mas perde o direito ao saque total em caso de demissão, diferente do Saque-Rescisão, que permite sacar todo o saldo após a demissão.
A antecipação permite que o trabalhador receba antecipadamente parcelas futuras do Saque-Aniversário por meio de empréstimos oferecidos por bancos, respeitando limites de parcelas e valores estabelecidos pela legislação.
O trabalhador pode antecipar até 5 parcelas anuais até outubro de 2026 (depois reduzido a 3), com valor máximo de R$ 500 por parcela e máximo de R$ 2.500 por operação, podendo fazer apenas uma contratação por ano e tendo um intervalo mínimo de 90 dias entre adesões.
Ao optar por retornar ao Saque-Rescisão, o saldo do FGTS fica bloqueado por 24 meses, período em que o trabalhador não pode sacar o valor integral, o que afeta o acesso aos recursos.
É importante acompanhar os comunicados oficiais do governo, manter os dados atualizados e evitar comprometer sua renda com empréstimos apressados, além de planejar a antecipação de parcelas conforme as regras vigentes.