A aguardada temporada de balanços do terceiro trimestre de 2025 traz expectativas elevadas sobre os quatro maiores bancos do país. Santander, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil se preparam para divulgar seus números em meio a um cenário de ajustes econômicos e desafios setoriais.
Com prazos definidos para cada banco, analistas e investidores acompanham atentamente o desempenho das instituições financeiras, especialmente em um ano marcado por volatilidade e mudanças regulatórias. Confira o que esperar dos balanços, as projeções para cada banco e as tendências dominantes para o setor bancário brasileiro.
O que você vai ler neste artigo:
Antes de mergulhar nos detalhes de cada instituição, é importante destacar o calendário oficial de divulgação dos balanços:
Essas datas são fundamentais para investidores que desejam ajustar suas estratégias diante dos novos resultados e do que cada banco sinalizará sobre o quarto trimestre.
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As estimativas para o Santander indicam um terceiro trimestre repetindo o ritmo do primeiro semestre. Segundo especialistas da XP Investimentos, haverá crescimento modesto na carteira expandida, com desempenho controlado em segmentos importantes como agronegócio e consignados. A área de crédito para pessoas físicas e PMEs tem leve avanço, enquanto as grandes empresas sentem o impacto da variação cambial. Projeções apontam lucro de cerca de R$ 3,8 bilhões, alta de 4% trimestre a trimestre, e retorno sobre patrimônio em 16,6%.
Para bancos estrangeiros como JPMorgan e Goldman Sachs, o Santander enfrenta maiores desafios nesse balanço. O crescimento do crédito segue lento e o aumento do custo de risco reduz o otimismo. Por isso, recomendações tendem à cautela, destacando principalmente riscos para o consenso de mercado quanto ao banco no Brasil.
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No caso do Bradesco, analistas detectam o início de uma retomada sustentável. As estratégias de digitalização, fechamento de agências e concentração em clientes de alta renda contribuem para expectativas positivas no 3T25. Segundo projeções da Genial Investimentos, o banco deve registrar lucro recorrente acima de R$ 6,3 bilhões, crescimento de 21% no comparativo anual e ROE em torno de 14,6%.
A carteira de crédito, especialmente entre PMEs, mantém ritmo favorável e o segmento de seguros reforça o resultado. Há, no entanto, leve aumento projetado na inadimplência, que não chega a comprometer a trajetória de recuperação. Grandes bancos internacionais atualizam recomendações e indicam que, apesar dos avanços, a ação permanece pouco atrativa em termos de preço.
As atenções se voltam para Itaú, considerado o mais robusto do grupo. O banco deve apresentar retorno sobre patrimônio acima de 22% e capital elevado, segundo previsões do Goldman Sachs. A expansão da carteira de crédito, puxada por PMEs, e o sucesso da digitalização alimentam expectativas otimistas para o quarto trimestre e para 2025.
Com desempenho consistente nos últimos trimestres, o Itaú sinaliza ganhos de eficiência operacional e aposta na monetização do Super App como diferencial competitivo para os próximos anos. O foco agora está em manter margens e rentabilidade elevadas, mesmo diante de uma possível desaceleração do crédito imobiliário e de fatores externos ao setor.
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O Banco do Brasil passa por momento delicado, com expectativa de queda relevante no lucro líquido trimestral, que pode chegar a R$ 3,4 bilhões — recuo de cerca de 9% em relação ao trimestre anterior e mais de 60% frente ao mesmo período de 2024, segundo as principais casas de análise. O aumento da inadimplência, sobretudo no agronegócio, afeta o desempenho, apesar de medidas de suporte regulatório e de tentativas de renegociação de dívidas no setor rural.
Analistas destacam que o ROE deve ficar abaixo do custo de capital, mantendo-se aquém dos níveis de outros grandes bancos. Crescimento da carteira de crédito segue acima da orientação, mas o quadro de inadimplência terá forte peso sobre o resultado final do trimestre.
Com a divulgação dos balanços do 3T25, o cenário bancário brasileiro põe em foco desafios como inadimplência, eficiência e transformação digital. Os grandes bancos testam sua capacidade de adaptação, enquanto investidores avaliam as instituições mais preparadas para navegar um ambiente econômico em constante transformação. Caso tenha interesse em acompanhar análises detalhadas do setor financeiro e demais desdobramentos dos balanços de bancos, inscreva-se em nossa newsletter gratuita para não perder nenhuma atualização estratégica.
Mudanças regulatórias, variação cambial e a desaceleração do crédito imobiliário são alguns dos fatores externos que podem afetar os resultados dos bancos no terceiro trimestre de 2025.
A digitalização contribui para redução de custos operacionais, melhora a experiência do cliente e aumenta a eficiência, como observado nas projeções positivas do Bradesco e Itaú no 3T25.
O Banco do Brasil enfrenta alta inadimplência, principalmente no agronegócio, o que pressiona seus resultados financeiros, levando a um recuo no lucro e no retorno sobre patrimônio.
O ROE indica a rentabilidade do banco em relação ao capital investido, sendo uma métrica essencial para investidores avaliarem a eficiência na geração de lucro.
Investidores devem acompanhar as datas oficiais para ajustar suas estratégias de investimento conforme os resultados divulgados, aproveitando informações atualizadas sobre desempenho e perspectivas.