O grupo de credores da Ambipar, que possui cerca de R$ 2 bilhões em debêntures da empresa, está em processo avançado para contratar o escritório SOB Advogados, liderado por Marcelo Sacramone, visando a renegociação dessa dívida. A decisão será formalizada em uma assembleia marcada para o dia 27 de outubro.
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A Ambipar, empresa de gestão ambiental, possui um total de R$ 2,8 bilhões em debêntures. Diferentemente de outras empresas, como Americanas e Light, cujos títulos eram amplamente distribuídos entre pessoas físicas, a maior parte das debêntures da Ambipar está concentrada em instituições financeiras. Apenas R$ 1,2 bilhão estava em fundos de investimento em junho, com o restante nas mãos de bancos como Sumitomo e Banco do Brasil.
O banco Sumitomo detém R$ 450 milhões de uma subsidiária da Ambipar e foi um dos coordenadores da emissão de debêntures da Environmental ESG Participações, no valor de R$ 1,2 bilhão. Entre os fundos de investimento, Itaú Asset e Santander têm as maiores posições, com R$ 568 milhões e R$ 46,9 milhões, respectivamente.
Recentemente, o Itaú reduziu sua posição para R$ 283 milhões, distribuídos em 20 fundos, antes da Ambipar solicitar proteção judicial contra a execução de dívidas. Já a BB Asset começou a vender seus títulos antes do pedido judicial da Ambipar, concluindo a venda após o evento.
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Apesar das turbulências, a expectativa é que o impacto da Ambipar no mercado de crédito seja menor comparado a casos como Americanas e Light. Isso se deve ao fato de que as debêntures da Ambipar já vinham sendo negociadas com descontos significativos no mercado secundário.
O pedido de proteção judicial da Ambipar ocorreu após o vencimento de uma garantia de R$ 60 milhões junto ao Deutsche Bank, que poderia antecipar o vencimento de US$ 550 milhões em obrigações. Essa situação levantou questionamentos entre os credores sobre a real liquidez da empresa, que afirma ter R$ 4,7 bilhões em caixa.
Os credores estão avaliando a possibilidade de renegociar os pagamentos sem necessidade de desconto no valor principal (haircut), desde que a Ambipar consiga demonstrar sua capacidade de liquidez. O cenário atual do mercado secundário já reflete parte das perdas de crédito, segundo analistas.
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Até o momento, Sumitomo, Banco do Brasil e Santander não se manifestaram sobre o assunto. A situação da Ambipar continua sendo monitorada de perto por investidores e analistas do mercado financeiro.
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Os principais credores incluem o banco Sumitomo, Itaú Asset e Santander, entre outros, com significativas participações em debêntures da empresa.
O impacto é esperado ser menor que em outros casos, devido aos descontos já aplicados nas debêntures no mercado secundário.
O pedido foi motivado pelo vencimento de uma garantia de R$ 60 milhões junto ao Deutsche Bank, que poderia antecipar o vencimento de US$ 550 milhões em obrigações.
A Ambipar está em processo de renegociação com credores, buscando demonstrar capacidade de liquidez para evitar descontos no valor principal da dívida.
Até o momento, esses bancos não se manifestaram publicamente sobre a situação da dívida da Ambipar.