O empresário Maurício Camisotti está sob investigação após tentar converter R$ 59 milhões em criptomoedas. A tentativa ocorreu em 8 de maio de 2025, e foi revelada por um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
O movimento levantou suspeitas, pois Camisotti pretendia transferir 40% de seus investimentos no BTG Pactual para criptoativos, algo que o banco considerou atípico.
O que você vai ler neste artigo:
O BTG Pactual, ao perceber a intenção de Camisotti, travou a operação. O banco justificou a decisão alegando que o empresário nunca havia demonstrado interesse por criptomoedas. A transação foi considerada atípica e levantou suspeitas de irregularidades.
O caso foi levado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que já investigava Camisotti. Além disso, o empresário teria solicitado ao banco que começasse a receber mensalmente valores de um advogado também investigado.
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O Coaf classificou as movimentações como uma tentativa de burlar a identificação da origem e destino dos recursos, indicando possíveis irregularidades financeiras. O pedido de transferência foi visto como um indício de evasão de divisas.
Além disso, Camisotti tentou abrir contas em nome de terceiros e solicitou a exclusão de mensagens que comprovavam negociações, o que reforçou as suspeitas contra ele.
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Essa não foi a primeira vez que o BTG Pactual barrou operações de Camisotti. Em agosto de 2024, ele tentou obter um empréstimo de R$ 16 milhões em nome de um ex-deputado, justificando como adiantamento comissional de corretagem de seguros.
O banco negou o pedido por indícios de lavagem de dinheiro. Meses depois, Camisotti tentou outro empréstimo de R$ 4,6 milhões, também negado pela falta de clareza documental.
O BTG Pactual afirmou que as solicitações de crédito em nome de terceiros são, por si só, um potencial indício de lavagem de dinheiro. A instituição destacou a falta de justificativa clara para tais condutas.
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As discrepâncias nos valores e a falta de clareza documental nas operações de Camisotti levaram o banco a recusar mais uma vez suas solicitações.
Em documentos encaminhados ao Coaf, o banco relatou que Camisotti pediu a uma funcionária que apagasse mensagens sobre a comprovação de negociações, o que aumentou ainda mais as suspeitas.
Conclusão: O caso de Maurício Camisotti destaca a importância da vigilância financeira e da atuação rigorosa das instituições bancárias em identificar e reportar operações suspeitas. O acompanhamento pela CPMI do INSS e o relatório do Coaf reforçam a seriedade das investigações. Caso tenha achado o conteúdo relevante, inscreva-se em nossa newsletter para mais atualizações!
Operações financeiras atípicas são investigadas porque podem indicar atividades ilegais, como lavagem de dinheiro ou evasão de divisas, e as instituições financeiras têm a obrigação de reportar tais atividades ao Coaf.
O Coaf monitora transações financeiras e emite relatórios sobre movimentações suspeitas para ajudar na identificação de possíveis crimes financeiros, como lavagem de dinheiro.
O BTG Pactual identificou a tentativa de conversão de R$ 59 milhões em criptomoedas como atípica e reportou a operação ao Coaf, devido à falta de histórico de interesse do cliente em criptomoedas.
Criptoativos são ativos digitais que utilizam a criptografia para garantir a segurança das transações e são descentralizados, operando em uma tecnologia chamada blockchain.
Quando uma operação financeira é barrada, pode levar a investigações mais aprofundadas por órgãos reguladores, como o Coaf, e pode resultar em sanções ou processos legais se forem identificadas irregularidades.