A aguardada votação do projeto de isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais já tem data marcada: 1º de outubro de 2025. A proposta pode beneficiar milhões de brasileiros, trazendo alívio imediato na folha de pagamento e provocando uma transformação significativa no sistema tributário. Com a aprovação, será possível garantir que uma parcela gigante da população não precise mais se preocupar com o desconto do IR em seus contracheques.
Nos próximos parágrafos, saiba como ficará a estrutura da cobrança de Imposto de Renda, quais são os principais pontos do texto, como o governo pretende compensar a renúncia de arrecadação e os próximos passos até a medida, de fato, entrar em vigor. Se você faz parte do grupo impactado pela nova faixa de isenção ou simplesmente quer entender o que está por trás da mudança, continue a leitura.
O que você vai ler neste artigo:
A votação do Projeto de Lei 1087/25 ganhou lugar de destaque na agenda da Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Hugo Motta, já declarou prioridade máxima ao texto, que tramita em regime de urgência. Isso significa menos etapas burocráticas, debates mais rápidos e preferência na ordem do dia. O relator, deputado Arthur Lira, já apresentou seu relatório e acertou, junto aos líderes partidários, os detalhes finais para votação no plenário em 1º de outubro.
Até aqui, o projeto já passou por comissão especial, onde foram definidas regras mais rígidas para rendas muito elevadas – compensando, assim, a desoneração das faixas menores. Se aprovado, segue diretamente ao Senado, o que pode agilizar a tramitação e fazer a diferença para a implementação já no início de 2026.
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A nova proposta deve alterar profundamente a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Veja os pontos principais:
Com a tabela atual, a faixa de isenção é bem menor. A mudança, portanto, representa alívio imediato para cerca de 10 milhões de pessoas, segundo estimativas da equipe econômica. Quem já paga alíquota entre 7,5% e 22,5% sobre salários até R$ 5 mil passaria a ficar totalmente livre da cobrança.
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Para que o alívio no IRPF seja possível sem causar rombos nos cofres públicos, a proposta traz mecanismos de compensação focados nas altas rendas e no combate à regressividade tributária. Entre as novidades, destacam-se:
As medidas visam garantir um sistema mais justo e equilibrado, equilibrando o benefício à classe média sem descuidar do equilíbrio das contas públicas.
Após a votação na Câmara, o projeto seguirá para o Senado Federal. O texto será debatido e poderá sofrer ajustes em comissões específicas, como as de Constituição e Justiça e Economia. Se houver mudanças relevantes, a proposta retorna à Câmara para última apreciação. Caso seja aprovado nas duas Casas, o próximo passo é o envio para sanção do presidente da República.
O cronograma preliminar aponta que, se não houver atrasos ou vetos significativos, a nova faixa de isenção entrará em vigor já em 2026, trazendo mudanças práticas na vida do contribuinte. Até lá, é esperado amplo debate entre governo, sociedade e setores econômicos, cada qual defendendo seus interesses e sugerindo ajustes no texto final.
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A votação da isenção de Imposto de Renda até R$ 5 mil pode marcar uma virada histórica no sistema tributário brasileiro. Essa possível ampliação da faixa de isenção representa uma resposta contundente às demandas sociais por mais justiça fiscal, ao mesmo tempo em que desafia o governo a equilibrar contas e garantir a sustentabilidade da máquina pública. Fique atento às próximas etapas para saber exatamente como e quando as mudanças vão te afetar.
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O projeto prevê alíquotas adicionais para quem ganha acima de R$ 600 mil ao ano e uma faixa especial para rendas acima de R$ 1,2 milhão, garantindo arrecadação extra para equilibrar a renúncia fiscal da isenção.
Se aprovado sem vetos, o projeto terá sua vigência iniciada em 2026, logo após o processo legislativo completo e sanção presidencial.
Além dos salários, o projeto inclui lucros, dividendos e outros proventos na base de cálculo para arrecadação complementar.
Se o Senado fizer alterações, o texto volta para nova apreciação da Câmara antes de seguir para sanção presidencial.
Trabalhadores que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais terão cobrança reduzida, facilitando a transição para a isenção total.