O Governo Federal está se preparando para proibir que beneficiários do Bolsa Família façam apostas online. A medida, que deve ser implementada até o final de 2025, visa impedir que os recursos destinados a programas assistenciais sejam utilizados em jogos de azar.
Com o aumento das casas de apostas no Brasil, muitos beneficiários têm investido parte do auxílio recebido em apostas, na esperança de multiplicar seus ganhos. No entanto, essa prática tem levantado preocupações sobre o uso inadequado dos recursos que deveriam ser direcionados para necessidades básicas.
O que você vai ler neste artigo:
A decisão de proibir as apostas por beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) vem em resposta a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O STF exigiu que o governo adote medidas para evitar o uso dos recursos de assistência social em apostas online.
Segundo Regis Dudena, Secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, as casas de apostas esportivas legalmente autorizadas no Brasil terão que fornecer informações sobre novos apostadores e seus depósitos. Isso permitirá identificar e restringir beneficiários que utilizam o auxílio para apostas.
O governo planeja implementar um sistema centralizado de cadastro com os dados dos beneficiários dos programas sociais. As casas de apostas deverão consultar esse sistema, através de APIs, para verificar se um apostador é beneficiário do Bolsa Família ou BPC. Assim, será possível bloquear depósitos realizados por esses indivíduos.
“É um cadastro centralizado, com os dados dos beneficiários desses dois grandes programas sociais, que será consultado pelas casas de apostas por API. Eles não receberão os dados completos, mas precisarão consultar para garantir que esses beneficiários não possam depositar dinheiro”, explicou Dudena.
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Em agosto de 2025, o Bolsa Família atendeu cerca de 19,2 milhões de famílias no Brasil, impactando mais de 50 milhões de pessoas. O Benefício de Prestação Continuada (BPC) também é significativo, com 3,75 milhões de beneficiários registrados em junho.
Para ser elegível ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218, e o Cadastro Único deve estar atualizado. O benefício mínimo é de R$ 600, com possíveis acréscimos de R$ 150 por criança até 6 anos, R$ 50 por gestante, R$ 50 por jovem entre 7 e 18 anos incompletos e R$ 50 por bebê até 6 meses.
O BPC oferece um salário mínimo mensal para pessoas de baixa renda que sejam idosas ou possuam deficiências. Os critérios incluem ter 65 anos ou mais, ser brasileiro nato ou naturalizado, ou ter nacionalidade portuguesa com residência no Brasil, além de uma renda familiar de até ¼ do salário mínimo por pessoa.
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Essa medida do governo visa proteger os recursos assistenciais e garantir que sejam utilizados de forma adequada, priorizando as necessidades básicas das famílias beneficiadas.
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O governo visa proteger os recursos assistenciais e garantir que sejam utilizados para necessidades básicas, evitando o uso inadequado em jogos de azar.
As casas de apostas consultarão um sistema centralizado de cadastro dos beneficiários via API para verificar se um apostador é beneficiário e, assim, bloquear depósitos.
Os critérios de elegibilidade incluem ter uma renda per capita de até R$ 218 mensais e estar inscrito no Cadastro Único.
O BPC é um benefício assistencial do governo, destinado a idosos de baixa renda e pessoas com deficiência, garantindo um salário mínimo mensal.
A medida está prevista para ser implementada até o final de 2025.