Empresas brasileiras atingidas pela alta das tarifas impostas pelos Estados Unidos já podem solicitar crédito emergencial dentro do programa Brasil Soberano. Serão até R$ 40 bilhões destinados a companhias exportadoras prejudicadas pela recente política comercial anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Os recursos foram liberados pelo BNDES e prometem socorrer o setor, garantindo desde o capital de giro até a busca por novos mercados.
Neste conteúdo, explicamos quem pode acessar o crédito, quais são as condições e como as empresas devem proceder para garantir o benefício. Continue lendo e esclareça suas dúvidas sobre o tema.
O que você vai ler neste artigo:
Lançado oficialmente no meio de agosto de 2025, o programa Brasil Soberano reúne mecanismos de apoio financeiro para exportadores atingidos pelo recuo das vendas aos Estados Unidos. A medida foi tomada após a elevação abrupta das tarifas para até 50% sobre produtos brasileiros. O cenário levou à necessidade de suporte governamental para manter a solidez das empresas e impedir queda nos empregos.
O crédito é dividido da seguinte forma:
O uso dos valores engloba desde o pagamento de salários até a compra de máquinas e adaptação do modelo produtivo. A prioridade é manter postos de trabalho e impulsionar a modernização do setor exportador.
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Podem recorrer à linha de crédito especial tanto pequenas quanto grandes empresas, desde que comprovadamente afetadas pelas novas tarifas. Para solicitar os valores do FGE, é fundamental que pelo menos 5% do faturamento se relacione a produtos diretamente atingidos pela taxação norte-americana, como registrado no período-base estabelecido.
Já a parcela vinda dos recursos próprios do BNDES permite maior flexibilidade, atendendo empresas com qualquer nível de impacto no faturamento decorrente das barreiras.
O primeiro passo é a consulta de elegibilidade no site do BNDES. O processo exige autenticação pela plataforma GOV.BR, por meio do certificado digital da empresa. Caso o sistema confirme a aptidão, a recomendação é que as companhias entrem em contato com seu banco de relacionamento ou, no caso das grandes exportadoras, diretamente com o próprio BNDES. O objetivo é viabilizar o acesso rápido ao socorro financeiro, evitando paralisações e demissões no setor.
Relatório da Amcham Brasil revelou queda de 22,4% nas exportações de produtos afetados pelas novas tarifas em agosto de 2025, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Considerando que os Estados Unidos representam o segundo maior destino das exportações nacionais, o impacto é percebido em toda a cadeia produtiva.
Segundo dados oficiais, cerca de 35,9% das exportações brasileiras para os EUA passaram a ser taxadas com alíquotas que vão até 50%. Contudo, uma lista de cerca de 700 produtos foi poupada pelo governo estadunidense. Nela permanecem suco de laranja, minérios, combustíveis, fertilizantes e aeronaves civis, entre outros itens estratégicos.
Apesar do argumento do déficit comercial, autoridades brasileiras e americanas já desmentiram oficialmente os dados apresentados pelo presidente Trump para justificar os aumentos tarifários, acirrando a tensão no comércio bilateral.
O lançamento do crédito emergencial via Brasil Soberano chega como resposta direta do governo brasileiro, visando manter empregos e garantir que empresas do setor continuem competitivas, ao mesmo tempo em que buscam novas alternativas para exportação fora dos Estados Unidos.
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Com a abertura do crédito especial pelo BNDES, companhias exportadoras ganham um fôlego importante para enfrentar as consequências imediatas do tarifaço. Manter a geração de empregos e a produção ativa se tornou prioridade absoluta no atual cenário, reforçando a necessidade de programas sólidos de apoio público ao setor privado.
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Podem solicitar tanto pequenas quanto grandes empresas exportadoras que comprovem terem sido impactadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
É necessário autenticação no site do BNDES por meio do certificado digital da empresa e comprovação dos impactos sofridos pelas tarifas americanas.
O FGE é um fundo que oferece garantia e crédito para empresas exportadoras, destinado a apoiar negócios afetados por variações e barreiras comerciais externas.
Os recursos podem ser usados para capital de giro, pagamento de salários, compra de máquinas e adaptação do modelo produtivo.
O faturamento com produtos afetados deve representar pelo menos 5% das receitas anuais no período entre julho de 2024 e julho de 2025.
Não. A parcela de R$ 10 bilhões disponibilizada pelo BNDES atende empresas afetadas independentemente do percentual do faturamento atingido.