A Natura, gigante brasileira do setor de cosméticos, acaba de fechar um acordo surpreendente para vender os negócios da Avon International por apenas 1 libra esterlina ao grupo Regent. A transação, anunciada oficialmente nesta quinta-feira, pode render à companhia até 60 milhões de libras em pagamentos futuros, caso metas acordadas sejam atingidas. Esse movimento sinaliza uma mudança estratégica forte: o foco absoluto da Natura passa a ser a América Latina, numa tentativa de reverter os prejuízos e elevar a eficiência financeira nos próximos anos.
Entenda a seguir como essa decisão afeta o futuro da empresa, detalhes do acordo firmado e o impacto para clientes e investidores.
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A venda inclui todas as operações globais da Avon, menos o mercado russo e as operações latino-americanas, estas últimas consideradas o principal ativo da empresa atualmente. A transação está estruturada pela holding britânica Natura &Co UK Holdings, segundo informou a própria companhia ao mercado. No papel, a cifra simbólica de 1 libra chama atenção, mas o acordo pode render até 60 milhões de libras (aproximadamente R$434 milhões) caso a Regent alcance objetivos preestabelecidos.
Importante destacar que, antes da conclusão da venda, a maior parte das dívidas da Avon International com a Natura será absorvida pela própria empresa-mãe. O restante será transferido à compradora após certas condições serem cumpridas, sem custos extras.
A Natura também se comprometeu em fornecer uma linha de crédito de até US$25 milhões à Avon International. Esse empréstimo terá prazo de pagamento de cinco anos, condicionado ao saque em até um ano após o fechamento do negócio. A expectativa é que a venda esteja totalmente concluída no primeiro trimestre de 2026.
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Nos últimos anos, a Natura passou por uma reavaliação profunda de sua estratégia de crescimento internacional. Após enfrentar dificuldades financeiras decorrentes da rápida e ampla expansão global, a empresa decidiu voltar seu foco para áreas onde possui maior domínio: a América Latina.
Uma das primeiras ações dessa nova fase foi a venda dos ativos da Avon na América Central, anunciada no início da semana por apenas US$ 1, mas acompanhada de um pagamento extra de US$ 22 milhões. Tanto essa transação quanto a venda da Avon International fazem parte de um plano de reestruturação com o objetivo de melhorar a rentabilidade e reduzir o endividamento.
O destino das operações da Avon na Rússia permanece indefinido. A Natura afirmou que está “explorando alternativas estratégicas” para a região, onde questões regulatórias e geopolíticas dificultam uma definição rápida. Segundo fontes de mercado, a manutenção de operações russas à parte pode evitar riscos em meio às sanções internacionais vigentes.
A decisão de venda da Avon International marca uma nova era para a Natura. Para investidores, o foco em mercados mais rentáveis pode ser visto como uma recompensa futura: menor dispersão de recursos e mais eficiência operacional. A redução do endividamento, aliada ao ingresso de recursos potenciais da venda, tende a fortalecer o balanço financeiro da companhia.
Para os consumidores, especialmente na América Latina, a empresa já sinalizou a intenção de fortalecer o portfólio de produtos e serviços. O reposicionamento estratégico permite, inclusive, novos investimentos em inovação, digitalização dos canais de vendas e maior proximidade com o perfil do público-alvo regional.
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A notícia da venda da Avon International por parte da Natura representa um claro reposicionamento estratégico, reforçando o compromisso com o crescimento sustentável na América Latina. Enquanto define o destino das operações russas, a companhia segue sua trajetória rumo à eficiência e rentabilidade. Para acompanhar todas as novidades do setor de beleza e negócios, não deixe de se inscrever em nossa newsletter e receber atualizações exclusivas diretamente na sua caixa de entrada.
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O principal objetivo é concentrar esforços no mercado da América Latina, buscando melhorar a eficiência financeira e recuperar a rentabilidade após dificuldades da expansão global.
A linha de crédito oferece suporte financeiro para as operações da Avon International, com prazo de pagamento de cinco anos e saque condicional, facilitando a transição e continuidade do negócio após a venda.
Devido a desafios regulatórios e geopolíticos, além das sanções internacionais vigentes, a Natura está avaliando alternativas estratégicas para essa região, evitando riscos enquanto toma uma decisão definitiva.
Os consumidores devem ver um fortalecimento do portfólio de produtos, investimentos em inovação e maior digitalização dos canais de venda, com foco em atender melhor o público regional.
Investidores podem esperar uma maior eficiência operacional, redução do endividamento e um balanço financeiro fortalecido, o que pode contribuir para valorização a médio e longo prazo.