Consumidores brasileiros já sentem no bolso os reflexos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. Em menos de um mês após a aplicação da taxa extra de 50% sobre as exportações de itens como carne e café, os preços desses produtos caíram nos supermercados do país, segundo levantamento da Scanntech, divulgado com exclusividade pela CNN.
Analisando 13,5 bilhões de tíquetes de compra em 60 mil estabelecimentos, o estudo revela uma queda significativa nos valores de carne e café ao consumidor final, resultado direto do aumento da oferta interna provocado pelas restrições ao comércio exterior.
Neste artigo, você vai entender como o tarifaço dos EUA impactou o preço dos alimentos no Brasil, quais setores mais sentiram a mudança e os caminhos possíveis para reverter esse cenário. Continue para acompanhar as tendências e perspectivas para o bolso do brasileiro.
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De julho a agosto de 2025, o recuo nos preços ficou claro nas gôndolas dos mercados. O frango apresentou a redução mais forte, com os preços caindo 5,7% e chegando a R$ 17,33 por quilo. O café, outro item tradicional da cesta básica, registrou queda de 4,6%, com o quilo sendo comercializado a R$ 76,40.
Entre as principais proteínas consumidas no país, a carne suína também sentiu o efeito, com recuo de 1,3% nos preços (R$ 23,05/kg), enquanto a bovina teve baixa de 0,8%, agora cotada a R$ 34,58/kg. O tarifaço imposto pelos EUA levou as indústrias a direcionarem volume maior de produção para o mercado nacional, ampliando a oferta e, consequentemente, reduzindo os preços no varejo.
Diferentemente das demais categorias, os pescados viram aumento nos preços no período analisado, com alta de 2% (R$ 34,43/kg). O movimento pode ser explicado por menor dependência das exportações para o mercado americano e mudanças específicas no abastecimento interno.
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A entrada em vigor da sobretaxa dos EUA em agosto de 2025 alterou a dinâmica do setor de exportação brasileiro. Com exceção de itens isentos, empresas passaram a buscar novos mercados, como o México, ou mantiveram a produção no território nacional, intensificando a competição interna.
Thomaz Machado, CEO da Scanntech, destaca que esse redirecionamento é responsável pelo alívio no bolso do consumidor, ao menos no curto prazo. “O aumento da oferta interna começa a pressionar os preços no varejo brasileiro. O consumidor sente alívio no curto prazo, mas isso gera uma preocupação em cadeia para produtores e indústrias”, aponta Machado.
O cenário, embora positivo para quem compra, pode colocar pressão sobre a rentabilidade das empresas exportadoras, levando a possíveis ajustes no médio e longo prazo.
Diante das perdas com a barreira americana, setores de café e carne intensificam negociações com o governo dos EUA, visando a exclusão ou abrandamento do tarifaço. Tanto a indústria da carne bovina quanto a do café têm defendido junto ao governo brasileiro a importância de retomar o fluxo comercial normal com os Estados Unidos.
De acordo com Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, o diálogo com o Departamento de Estado norte-americano e grandes compradores se mantém prioridade para garantir acesso ao maior mercado consumidor mundial. O presidente da Abiec, Roberto Perosa, acrescenta que o setor de carnes também aposta em conversas diplomáticas para tentar suavizar os impactos negativos para a cadeia produtiva nacional.
Enquanto persistem as negociações, consumidores brasileiros podem continuar aproveitando preços mais baixos para carnes e café, aproveitando um cenário que, mesmo temporário, alivia parte dos custos da alimentação familiar e reforça a importância de se acompanhar os desdobramentos do comércio internacional em tempo real.
O tarifaço tem provocado mudanças consideráveis nos preços de alimentos importantes para a mesa do brasileiro, especialmente carnes e café. O alívio no bolso, resultado imediato da retenção dos produtos no mercado interno, abre debates sobre competitividade, renda no campo e o posicionamento do Brasil perante desafios internacionais. Manter-se informado sobre o tema permite ao consumidor tomar melhores decisões sobre seus gastos e entender o impacto das medidas globais no dia a dia do país.
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A sobretaxa de 50% reduz acesso ao maior mercado mundial, pressiona margens e pode levar empresas a ajustar custos e volumes no médio e longo prazos.
Alguns itens processados e cortes especiais de carne negociados por acordos bilaterais mantiveram isenção, mas a maioria das carnes e do café foi taxada.
Além de manter volume no país, muitas empresas voltaram esforços para o México e Ásia, buscando driblar a barreira imposta pelos EUA.
A sobretaxa começou a valer em agosto de 2025, afetando imediatamente o fluxo de exportações de carne e café para os EUA.
Os pescados tiveram menor dependência do mercado americano e enfrentaram problemas pontuais de abastecimento interno, elevando os preços.
Acompanhe promoções sazonais e estoque itens não perecíveis, além de comparar preços entre redes; isso maximiza o alívio no orçamento.