A possibilidade de ampliação da licença-paternidade está cada vez mais próxima de sair do papel. O Congresso Nacional coloca em pauta uma das principais reivindicações de trabalhadores brasileiros: o aumento do tempo disponível para pais participarem ativamente dos cuidados com seus filhos recém-nascidos. Esta iniciativa ganhou força após o Supremo Tribunal Federal (STF) estabelecer, em dezembro de 2023, o prazo de um ano e meio para que o Congresso regulamente novas diretrizes sobre o tema.
Ao longo deste artigo, você irá entender como é a licença-paternidade no Brasil hoje, as propostas que estão tramitando no Congresso, além de conhecer os impactos esperados tanto para pais, quanto para as empresas. Continue lendo para se informar sobre todas as mudanças previstas e o que elas significam na prática para sua família.
O que você vai ler neste artigo:
Hoje, a licença-paternidade para trabalhadores com carteira assinada é um benefício de 5 dias corridos concedido após o nascimento, adoção ou guarda judicial de uma criança. Essa regra está estabelecida em acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Em algumas organizações que aderiram ao Programa Empresa Cidadã, esse período pode chegar a 20 dias, mas a adesão é opcional.
A rigidez desse prazo há muito tempo é alvo de críticas de especialistas em saúde e direitos trabalhistas, que apontam como insuficientes os poucos dias para que o pai estabeleça vínculo com o bebê e divida as responsabilidades do cuidado nos primeiros momentos de vida.
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Com o prazo estipulado pelo STF, novas propostas começaram a avançar no Congresso. Entre as medidas debatidas, está a possibilidade de ampliar a licença para, pelo menos, 20 dias, podendo chegar até 60 dias, dependendo do texto que for aprovado.
O objetivo dos legisladores é harmonizar direitos parentais, reduzir desigualdades de gênero e alinhar o país aos padrões internacionais de proteção à família. Hoje, países como Suécia, Noruega e Espanha já preveem períodos mais extensos e igualitários entre mães e pais, trazendo resultados positivos para o desenvolvimento das crianças e equilíbrio doméstico.
O texto em análise pretende garantir o benefício a todos os trabalhadores com vínculo formal, incluindo situações de nascimento, adoção e guarda judicial. Empresas inscritas no Programa Empresa Cidadã ainda seriam orientadas a ampliar o prazo em caráter facultativo para até 60 dias, favorecendo uma transição gradual e sustentável.
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Se aprovada, a nova lei vai exigir que empresas façam adaptações em sua gestão de pessoas, prevendo substituições provisórias e reorganização de equipes. Por outro lado, pesquisas do setor mostram que a valorização do funcionário traz ganhos em produtividade, clima organizacional e engajamento.
Para os trabalhadores, principalmente pais de primeira viagem, o impacto é direto: mais tempo de convívio familiar e maior apoio à mãe nos cuidados com a criança, fatores vistos como essenciais para a saúde e o equilíbrio da casa. Estudos internacionais mostram que a participação ativa do pai no início da vida do filho contribui para o bem-estar infantil e para o fortalecimento das relações familiares.
A expectativa é de que a nova regra seja definida até meados de 2025, respeitando o prazo concedido pela decisão do STF. Até lá, a sociedade civil, empresários e órgãos de defesa do direito das famílias acompanham de perto o andamento, participando de audiências e pressionando pela aprovação de um texto que represente avanços concretos.
Se aprovada, a ampliação da licença-paternidade representará um novo marco para a equidade de direitos trabalhistas no país, fortalecendo a rede de proteção à criança e à família.
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A ampliação da licença-paternidade promete avanços importantes para o cenário familiar e trabalhista no Brasil. O tema segue em discussão e, caso aprovado, tem potencial de transformar o cotidiano de milhares de lares e promover um ambiente profissional mais justo e equilibrado.
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Você deve comunicar o departamento de RH com a certidão de nascimento, adoção ou guarda judicial, normalmente até o primeiro dia útil após o evento.
Sim. O salário é pago normalmente durante todo o período da licença-paternidade, seja de 5 dias, 20 dias (Programa Empresa Cidadã) ou futura ampliação.
Sim. Qualquer trabalhador com vínculo formal, inclusive intermitentes, tem direito ao benefício conforme previsto na CLT.
A proposta prevê o mesmo prazo de licença para adoção e guarda judicial, garantindo entre 20 e 60 dias de afastamento, conforme o texto aprovado.
Não obrigatoriamente. Sem adesão, o prazo fica em 5 dias, mas a empresa pode optar por política interna mais generosa.
Estudos internacionais mostram que pais presentes nos primeiros dias do bebê promovem melhor desenvolvimento emocional infantil e reduzem o turnover nas empresas.