O Nubank surpreendeu o mercado financeiro ao apresentar um lucro líquido de US$ 637 milhões no segundo trimestre de 2025, superando as previsões de analistas e registrando o melhor resultado trimestral da história do banco digital. O valor ficou acima dos US$ 632 milhões esperados pelo consenso da Bloomberg e representa um salto expressivo de 42% em comparação ao mesmo período do ano anterior, considerando efeitos cambiais. Esse desempenho reforça a trajetória de rentabilidade sustentável do Nubank, que tem se consolidado como uma das maiores instituições financeiras digitais do mundo.
No decorrer desta reportagem, você vai entender os fatores que impulsionaram os resultados do Nubank, as novidades na liderança executiva do banco, o desempenho internacional, além de um panorama sobre o crescimento da base de clientes e os desafios enfrentados para manter a qualidade dos ativos. Continue lendo para conferir o que está por trás do sucesso recente do Nubank e o impacto dessas conquistas para o mercado.
O que você vai ler neste artigo:
O segundo trimestre de 2025 trouxe indicadores positivos em várias frentes. O lucro líquido ajustado do Nubank ficou em US$ 694,5 milhões, alta de 34% em um ano. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) alcançou 28%, superando concorrentes como Itaú, que registrou 23,3% no mesmo intervalo, e aproximando-se da meta de mercado de 28,4%.
A expansão do crédito foi determinante para esse avanço. A carteira somou US$ 27,3 bilhões, crescimento de 40% sobre o segundo trimestre de 2024. A receita financeira líquida de juros (NII) atingiu US$ 2,1 bilhões, com uma margem líquida (NIM) de 17,7%. Até o ARPAC mensal (receita média por cliente ativo) quebrou recorde e chegou a US$ 12,2, mantendo o custo de atendimento em US$ 0,80 por cliente. Isso garante espaço para preços competitivos e rentabilidade.
Leia também: Desemprego atinge menor nível histórico em 18 estados no 2º trimestre de 2025
Apesar do aumento da concessão de crédito, os indicadores de inadimplência permaneceram dentro do esperado. O índice de 15 a 90 dias ficou estável em 4,4%, enquanto o de mais de 90 dias permaneceu em 6,6%. Mesmo com ajustes em modelos para ampliar limites do cartão no Brasil, o provisionamento para perdas de crédito foi de US$ 973,5 milhões. A gestão reforçou que, sem esse efeito temporário, as provisões teriam sido ainda menores, culminando em margem ajustada ao risco de 9,2%.
Leia também: Apostador de Curitiba leva prêmio milionário na Lotofácil após acertar 15 dezenas
O Nubank liderou a captação de clientes no sistema financeiro brasileiro no primeiro semestre de 2025. Segundo o Banco Central, o banco digital conquistou 5,725 milhões de contas, colocando-se à frente dos principais rivais no setor. Hoje, a instituição contabiliza 122,7 milhões de clientes.
Na atuação internacional, o destaque ficou para o México. O país já responde por 12 milhões de contas, sendo 6,6 milhões apenas de clientes de cartão de crédito, com US$ 6,7 bilhões em depósitos. A recente aprovação da licença bancária pelo órgão regulador mexicano, a CNBV, impulsiona as projeções da operação local, que está em plena expansão, com a expectativa de oferecer uma plataforma robusta de serviços financeiros para o varejo.
O segundo trimestre de 2025 foi marcado por mudanças estratégicas no alto escalão do Nubank. Roberto Campos Neto, renomado pela passagem como presidente do Banco Central, assumiu o cargo de vice chairman e diretor global de políticas públicas, fortalecendo o relacionamento institucional, especialmente nas operações fora do Brasil. Já Eric Young, com experiência em gigantes como Google e Amazon, tornou-se Chief Technology Officer (CTO) para acelerar projetos ligados à inteligência artificial.
A liderança do design também foi reforçada, com Ethan Eismann chegando para aprimorar a experiência do usuário. As movimentações reforçam o compromisso do Nubank em escalar sua estrutura com talentos globais, mirando ainda mais inovação e eficiência operacional.
O otimismo se traduziu nos números do mercado de capitais: após o anúncio do balanço, as ações do Nubank na Nyse subiram mais de 9% no after market. Até o momento, os papéis acumulam alta de 15,9% em 2025, consolidando o valor de mercado do banco em US$ 57,9 bilhões.
Leia também: Aposta de Minas Gerais leva sozinha quase R$ 3 milhões na Quina
O desempenho do Nubank em 2025 ilustra a capacidade do banco digital de crescer de forma sustentável, ampliar sua base de clientes e manter rentabilidade mesmo diante de desafios econômicos. O avanço internacional e a aposta em tecnologia consolidam a estratégia para os próximos trimestres, reforçando o protagonismo do Nubank no cenário financeiro global.
Se você gostou deste conteúdo e quer receber análises exclusivas sobre o mercado financeiro, inscreva-se na nossa newsletter para não perder nenhuma atualização relevante sobre o Nubank e outras fintechs em destaque!
ARPAC (receita média por cliente ativo) expressa o quanto cada usuário gera em receita mensal, ajudando a avaliar a eficiência comercial e o potencial de lucro.
A NIM indica a diferença entre o que o banco ganha em juros e o que paga em captação, demonstrando sua capacidade de gerar lucro a partir de operações de crédito.
O provisionamento reserva parte dos resultados para cobrir inadimplência futura; quanto maior, menor o lucro ajustado, mas mais protegido o banco fica contra riscos.
Os resultados recordes, a expansão da carteira de crédito, a aprovação da licença bancária no México e a aposta em tecnologia elevaram a confiança dos investidores.
Profissionais experientes em políticas públicas e tecnologia, como ex-executivos do Banco Central, Google e Amazon, aceleram projetos de IA, design e expansão internacional.