O gasto com a previdência de militares em São Paulo teve um aumento expressivo de 53% sob a gestão de Tarcísio de Freitas. Em 2022, o Tesouro estadual destinou R$ 9,8 bilhões para cobrir o déficit do Sistema de Proteção Social dos Militares, valor que subiu para R$ 15 bilhões no ano seguinte.
O que você vai ler neste artigo:
O aumento no déficit está ligado à Reforma da Previdência de 2019, que resultou na redução da arrecadação de contribuições dos militares. A reforma trouxe novas regras que afetam diretamente as finanças estaduais.
Militares entram na reserva com remuneração equivalente à ativa, e as alíquotas de contribuição são definidas pelos estados. Isso cria um desafio para equilibrar as contas previdenciárias.
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O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) destacou em seus relatórios que o valor destinado ao plano dos militares superou o déficit, enquanto o aporte aos servidores civis foi inferior ao necessário.
A diferença entre o valor do déficit e o aporte se deve à forma como o TCE-SP contabiliza os valores, incluindo montantes destinados à Caixa Beneficente da Polícia Militar, que não custeia inatividades e pensões.
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A previdência dos civis conta com outras fontes de financiamento, como royalties do petróleo e excedentes orçamentários, reduzindo a necessidade de aportes do Tesouro.
Em 2023, o custo com pensionistas e inativos militares chegou a R$ 12,2 bilhões, enquanto o Tesouro destinou R$ 14,2 bilhões, um aumento de 44% em relação ao ano anterior.
O conselheiro Dimas Ramalho recomendou que o governo adote medidas para adequar a contribuição previdenciária dos militares e verifique a viabilidade de instituir uma lei estadual para regulamentar a previdência militar.
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O governo está estudando o envio de um projeto de lei para atender a essas recomendações, mas ainda não definiu um prazo para implementação.
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O déficit aumentou devido à Reforma da Previdência de 2019, que reduziu a arrecadação de contribuições dos militares.
A previdência civil é financiada por royalties do petróleo e excedentes orçamentários, reduzindo a necessidade de aportes do Tesouro.
Em 2023, o custo com pensionistas e inativos militares foi de R$ 12,2 bilhões.
O TCE recomendou que o governo adeque a contribuição previdenciária dos militares e considere uma lei estadual para regulamentar a previdência militar.
A diferença se deve à inclusão de montantes destinados à Caixa Beneficente da Polícia Militar, que não custeia inatividades e pensões.