O dinheiro em espécie perdeu espaço de forma acelerada no Brasil: somente 6% dos brasileiros ainda utilizam notas e moedas como principal meio de pagamento em 2025. Em contrapartida, o Pix consolidou seu papel de líder absoluto nas preferências, conforme dados recentes divulgados pelo Google e confirmados por números do Banco Central.
Este artigo traz uma análise detalhada sobre esse fenômeno e explica o que está por trás da transformação digital nos pagamentos do país. Continue a leitura para entender os principais motivos da ascensão dos meios digitais, as estatísticas detalhadas desta virada histórica e o que esperar nos próximos anos.
O que você vai ler neste artigo:
O uso do dinheiro em papel, que representava 43% dos pagamentos no Brasil há apenas cinco anos, despencou para 6% em 2025, segundo o levantamento “Pagamentos em Transformação: do Dinheiro ao Código”, do Google. Apenas entre 2023 e 2024, a participação das cédulas caiu 11 pontos percentuais, um dado que evidencia a velocidade da mudança nos hábitos de consumo.
Segundo Thais Melendez, líder de insights estratégicos do Google, o dinheiro físico praticamente sumiu do cotidiano dos brasileiros. Hoje, é utilizado apenas em situações muito específicas. No dia a dia, Pix e cartões dominam a cena.
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Lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, o Pix rapidamente alcançou a marca de 93% dos brasileiros usando a solução, de acordo com o Google. Em 2025, o Pix já responde por quase metade (47%) de todas as transações de pagamentos realizadas no país.
A adesão ao Pix é praticamente universal: 76% da geração Z prefere esse método, e até mesmo entre pessoas com mais de 55 anos o Pix é o favorito de 42%. A força do Pix é especialmente notável nas classes D e E, com 74% de adesão, mostrando que a solução digital não se restringe aos grandes centros urbanos ou públicos de maior renda.
Facilidade, segurança (41% das citações), ausência de taxas e agilidade são os principais motivos que levam os brasileiros a optar pelo pagamento instantâneo.
O comércio também se rendeu ao Pix. Hoje, 91% dos estabelecimentos aceitam este método de pagamento. O valor movimentado entre empresas cresceu 53% recentemente, impulsionado pela busca dos consumidores por praticidade e até descontos em compras digitais.
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Apesar do avanço do Pix, o cartão de crédito mantém relevância. Ele aparece como segundo meio mais utilizado: 83% dos entrevistados relataram pagar compras no crédito e 74% no débito. Melendez destaca que o brasileiro, em média, carrega dois cartões em sua carteira e valoriza benefícios como programas de pontos (57%) e isenção de anuidade (81%).
A facilidade de parcelamento e o aumento dos limites também atraem novos usuários aos cartões, tornando-os aliados na rotina financeira dos consumidores.
De acordo com outro dado relevante do Banco Central, mais da metade dos brasileiros (53,4%) declarou em pesquisa recente que pretende abandonar totalmente o uso do dinheiro físico até 2030. Outros 31,6% querem reduzir o uso de notas e moedas, enquanto 8,7% pretendem manter a frequência atual. Isso indica que, embora o fim total do dinheiro vivo ainda não seja realidade, o seu uso continuará perdendo força nos próximos anos.
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Curiosamente, dados do BC registram aumento no volume total de dinheiro em circulação, que cresceu 13,74% nos últimos cinco anos, alcançando a marca de 7,72 bilhões de cédulas. No entanto, isso pode refletir um uso mais concentrado de dinheiro em determinados setores ou regiões sem acesso ao digital.
O Pix não apenas conquistou o brasileiro, como também ditou novos hábitos financeiros no país. O avanço dos pagamentos digitais representa um marco de inclusão e modernização, tornando as transações mais fáceis, rápidas e seguras. Se você quer acompanhar outros destaques sobre o universo financeiro, inscreva-se gratuitamente em nossa newsletter e fique por dentro das novidades que impactam o seu bolso.
Os fatores mais citados são a rapidez nas transações (até 10 segundos), disponibilidade 24/7, ausência de tarifas, segurança reforçada e descontos em estabelecimentos que adotam o Pix.
A geração Z lidera com 76% de uso, pessoas acima de 55 anos registram 42%, e as classes D e E apresentam adesão de 74%, comprovando a inclusão digital em diversos perfis.
Embora o uso cotidiano tenha caído, o aumento de 13,74% nas cédulas em circulação reflete demandas específicas em regiões e setores sem infraestrutura digital.
A possibilidade de parcelamento, programas de pontos, isenção de anuidade e limites flexíveis continuam atraindo 83% dos usuários para o crédito e 74% para o débito.
Espera-se que mais de metade da população abandone o dinheiro físico até 2030, com expansão de serviços como open banking, carteiras virtuais e integração de pagamentos por QR code.