Mensagens enganosas prometendo indenização de até R$ 10 mil do Banco Central por uso do Pix voltaram a ganhar força em 2025 nas redes sociais do Brasil. A fraude se baseia em vídeos manipulados e em páginas falsas que imitam ambientes oficiais para enganar as vítimas. O próprio Banco Central já desmentiu a suposta compensação e faz alerta sobre riscos de golpes bancários digitais. Saiba como a fraude opera e veja orientações essenciais para proteger seus dados.
No texto a seguir, entenda como esse golpe do Pix se espalhou, por que tantas pessoas ainda caem nessa armadilha online, quais são os principais sinais de alerta e as orientações práticas para blindar suas informações pessoais. Se você quer evitar prejuízos, continue lendo!
O que você vai ler neste artigo:
O suposto pagamento aparece em vídeos falsificados de reportagens, especialmente utilizando imagens da TV Record. Neles, um jornalista anuncia que todos que usaram o Pix entre 2020 e 2025 teriam direito a receber altos valores em função de ‘falhas’ descobertas pelo Banco Central.
Para dar credibilidade à promessa, o vídeo foi editado para simular um pronunciamento real. Textos em destaque afirmam: “Atenção! Receba até R$ 10 mil se usou Pix entre 2020 e 2025”. Ao final, um botão ‘saiba mais’ leva a um site visualmente idêntico ao do BC, onde o golpe é concluído.
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Ao acessar o link falso, o usuário encontra um portal com logos e cores do Banco Central, o que ajuda a passar impressão de autenticidade. O site solicita o CPF sob o pretexto de consultar se existe valor a receber. Após o preenchimento, é exigido o pagamento de uma suposta ‘taxa de liberação’ no valor de R$ 58,20, que é transferida para golpistas.
Confira o passo a passo do golpe:
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O vídeo autêntico da Record, veiculado em junho de 2025, tratava apenas de um novo recurso para Pix automático. Não existe decisão, comunicado ou lei determinando pagamento de indenizações a usuários do Pix por vazamento de dados ou falhas sistêmicas. Toda comunicação do Banco Central é feita apenas pelo site oficial: bcb.gov.br.
O criminoso aproveita legítimas discussões públicas sobre fraudes digitais para criar um pretexto plausível de indenização. Ao distorcer reportagens reais, aumenta a sensação de urgência e facilita a vitimização.
Proteger-se dessas tentativas requer atenção redobrada. Veja o que fazer:
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Ficar atento à origem das notícias, analisar cuidadosamente links recebidos e adotar medidas simples de verificação são as melhores armas para não cair na fraude do Pix. Caso já tenha fornecido seus dados ou feito transferências, procure imediatamente sua instituição financeira e registre o boletim de ocorrência.
Em 2025, o golpe do Pix ainda se mostra frequente e sofisticado, usando mídias reais para convencer vítimas inocentes. Por isso, é vital manter a atenção e compartilhar somente informações verificadas. Se este conteúdo foi útil para você, assine nossa newsletter e receba dicas exclusivas de segurança digital em primeira mão.
Acesse sempre o site oficial do Banco Central (bcb.gov.br) digitando o endereço no navegador. Desconfie de vídeos e links recebidos por redes sociais.
Contate imediatamente seu banco para bloquear ou monitorar movimentações, registre boletim de ocorrência e informe ao Procon ou à Polícia Federal.
Erros de URL, layout ligeiramente diferente, solicitações de dados pessoais ou de pagamento e falta de certificado de segurança (cadeado no navegador).
Não. Não existe lei, decisão ou comunicado oficial que determine indenizações a usuários do Pix. Toda comunicação legítima vem do site bcb.gov.br.
Use as ferramentas de denúncia das redes sociais e informe órgãos de defesa do consumidor ou sites de prevenção a fraudes, como o Banco Central e a Polícia Federal.