O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, intensificou seus esforços para que o Congresso Nacional aprove a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025. Essa aprovação é crucial para que o governo possa reverter a suspensão do Plano Safra 2024/2025, que teve suas linhas de crédito subsidiadas temporariamente interrompidas.
Na quinta-feira, dia 20, o governo anunciou essa suspensão, justificando que o aumento da taxa básica de juros elevou o custo de equalização. Haddad, em entrevista ao canal ICL Notícias, destacou: “Em geral, a gente compensa o aumento da Selic para não comprometer a produção. O problema de hoje é que nós precisamos aprovar o orçamento”.
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A suspensão afeta todas as linhas de crédito, exceto as ações de custeio do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). Haddad esclareceu que “só está afetado o grande produtor; o produtor de alimentos não está afetado por isso, porque são pequenos valores que nós conseguimos encaminhar com uma certa naturalidade”.
A Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA) expressou preocupação, alertando que a suspensão pode impactar no preço dos alimentos. O Plano Safra 2024/2025 havia oferecido juros de 8% para custeio e de 7% a 12% para investimentos, com subsídios do governo. No entanto, o cenário econômico mudou desde o lançamento do plano.
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Quando o Plano Safra foi lançado, em julho de 2024, a Selic estava em 10,5% ao ano. Desde então, a taxa tem subido, alcançando 13,25% na última reunião do Comitê de Política Monetária em janeiro. Essa elevação impacta diretamente os custos de equalização das linhas de crédito do plano.
Haddad demonstrou otimismo em relação à estabilização dos preços dos alimentos. Ele citou a queda gradual do dólar para “patamares mais aderentes à economia brasileira” e a expectativa de uma boa safra no fim de fevereiro como fatores positivos. Além disso, a inflação de 0,16% registrada em janeiro, a menor da história para o mês, é vista como um sinal favorável.
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O Ministério da Fazenda anunciou que Haddad enviará um ofício ao Tribunal de Contas da União (TCU) para tentar reverter a suspensão do Plano Safra. Ele também já comunicou uma das lideranças da FPA sobre essa iniciativa, embora não tenha especificado quem.
O Congresso já desempenhou um papel importante no ano passado, ajustando algumas despesas para equilibrar as contas públicas. “O Congresso fez uma parte importante do trabalho ano passado ao ajustar algumas despesas que estavam saindo do controle justamente para ter um orçamento equilibrado”, afirmou Haddad.
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O Plano Safra foi suspenso devido ao aumento da taxa básica de juros, que elevou o custo de equalização das linhas de crédito subsidiadas.
A suspensão do Plano Safra pode afetar os grandes produtores e impactar o preço dos alimentos, de acordo com a Frente Parlamentar do Agronegócio.
O aumento da taxa Selic eleva os custos de equalização das linhas de crédito do Plano Safra, tornando o programa financeiramente inviável sem ajustes orçamentários.
O governo está otimista com a estabilização dos preços dos alimentos, a queda do dólar e uma boa safra, além de uma inflação controlada.
O Ministério da Fazenda planeja enviar um ofício ao Tribunal de Contas da União e já comunicou líderes do setor agrícola para tentar reverter a suspensão do Plano Safra.