O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter o corte de ponto dos peritos médicos do INSS que estão em greve. O presidente do STJ, ministro Herman Benjamim, negou o pedido da Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais (ANMP) para suspender essa medida. A decisão ocorre em meio à greve parcial dos peritos, que começou em agosto de 2024 e envolve cerca de 10% dos profissionais.
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Os peritos médicos federais estão em greve reivindicando a reestruturação da carreira e uma avaliação de desempenho dos servidores. A ANMP argumenta que, mesmo em greve parcial, os peritos continuam atendendo uma parcela significativa de pessoas diariamente.
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Na decisão proferida nesta terça-feira (28), o ministro Herman Benjamim afirmou que o direito de greve não impede o corte de ponto dos grevistas. Ele também manteve a validade da circular do INSS que fecha a agenda dos médicos em greve, permitindo que os atendimentos sejam transferidos para profissionais que não aderiram ao movimento.
O ministro esclareceu que a circular do INSS não configura lockout, pois não determina o fechamento total dos atendimentos médicos nas agências da Previdência Social. Apenas estabelece medidas de gerenciamento, segundo as quais os agendamentos devem ser feitos por profissionais que continuam trabalhando.
Com a decisão do STJ, as perícias marcadas com médicos em greve serão automaticamente reagendadas pela Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev). Os segurados serão notificados sobre o novo agendamento por meio da Central 135 ou pelo aplicativo Meu INSS.
Os segurados que precisam passar por perícia serão notificados sobre o dia e horário do novo agendamento através de mensagens automáticas enviadas pela Central 135 ou pelo aplicativo Meu INSS.
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Após o anúncio da decisão, a ANMP criticou a medida, afirmando que a greve parcial, que ainda atendia uma parcela significativa de pessoas, agora resultará no cancelamento de cerca de 15 mil perícias por dia. A associação considera a decisão como um bloqueio completo das atividades dos peritos grevistas.
A decisão do STJ mantém a pressão sobre os peritos médicos federais e o governo federal para encontrar uma solução que atenda às demandas dos profissionais, sem comprometer o atendimento aos segurados do INSS.
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Os peritos reivindicam a reestruturação da carreira e uma avaliação de desempenho dos servidores.
As perícias marcadas com médicos em greve serão reagendadas, e os segurados serão notificados pelos canais oficiais.
A circular estabelece que os atendimentos devem ser realizados por profissionais não grevistas, não configurando lockout.
A ANMP criticou a decisão, afirmando que resultará no cancelamento de cerca de 15 mil perícias diárias.
A Dataprev é responsável por reagendar automaticamente as perícias dos segurados afetados pela greve.